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Inflação de maio tem leve alta; CNA aponta impacto moderado nos custos do agro

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Análise da inflação de maio pela CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou na quinta-feira (12) um Comunicado Técnico com a análise do comportamento da inflação no mês de maio, com base nos dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inflação de maio: leve alta no índice geral

Segundo o IBGE, o IPCA registrou alta de 0,26% em maio. O grupo “alimentação e bebidas” teve elevação de 0,17% no período. No entanto, dentro deste grupo, o subgrupo “alimentação no domicílio” teve variação de apenas 0,02%, um desempenho bem inferior ao registrado em abril, quando alcançou 0,83%.

Principais quedas de preços

Entre os alimentos que apresentaram recuo nos preços, destacam-se:

  • Tomate: -13,52%
  • Arroz: -4,00%
  • Ovo de galinha: -3,98%
  • Leite longa vida: -0,89%
  • Laranja-pera: -4,14%
Itens com maiores aumentos

Já entre os produtos que tiveram alta nos preços em maio, os principais foram:

  • Batata-inglesa: +10,34%
  • Cebola: +10,28%
  • Manga: +7,79%
  • Café moído: +4,59%
  • Carnes: +0,97%
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Impactos no setor agropecuário

De acordo com a CNA, essas oscilações de preços influenciam os custos de produção da agropecuária de maneiras distintas. Enquanto algumas quedas contribuem para aliviar os custos do produtor, outros aumentos — como nos preços de hortaliças e carnes — podem pressionar os gastos, exigindo atenção na gestão dos insumos e na comercialização dos produtos.

A análise da CNA reforça a importância do acompanhamento constante dos índices de preços, tanto para o planejamento dos produtores quanto para o entendimento dos movimentos do mercado que afetam diretamente o agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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