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Mapa divulga preços mínimos para produtos de verão e regionais da safra 2025/26 e 2026

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Atualização dos preços mínimos para a safra 2025/26 e 2026

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta quarta-feira (9) a Portaria nº 812, que atualiza os preços mínimos para os produtos de verão e regionais referentes às safras 2025/26 e 2026. Os novos valores foram estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e servirão como referência para operações vinculadas à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

Culturas contempladas e abrangência regional

Entre os produtos com preços mínimos atualizados estão:

  • Algodão em caroço e em pluma
  • Arroz longo fino em casca
  • Borracha natural cultivada, coágulo virgem a granal e látex de campo
  • Cacau cultivado (amêndoa)
  • Feijão em cores e preto
  • Leite
  • Mandioca
  • Milho
  • Farinha
Outras culturas e sementes

A medida é válida para todas as regiões do Brasil, com vigência prevista até maio de 2027 para algumas culturas.

Objetivo dos preços mínimos

Os preços mínimos são definidos com a finalidade de assegurar uma remuneração justa e mínima aos produtores rurais, protegendo-os das oscilações adversas dos preços de mercado e contribuindo para a estabilidade do setor agrícola.

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Como funciona a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM)

O PGPM atualiza anualmente os preços mínimos para produtos agrícolas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é responsável por elaborar as propostas dos preços, tanto para a PGPM quanto para a Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio).

Segundo o artigo 5º do Decreto-Lei nº 79/1966, as propostas consideram diversos fatores, como as cotações dos mercados interno e externo, além dos custos de produção.

Importância para o produtor rural

Os preços mínimos são estabelecidos antes do início da safra seguinte e funcionam como uma importante referência para o produtor no momento da decisão sobre o plantio. Além disso, a política sinaliza o compromisso do Governo Federal em adquirir ou subvencionar os produtos agrícolas caso os preços de mercado estejam abaixo dos valores mínimos fixados, oferecendo assim uma rede de proteção ao setor.

A atualização dos preços mínimos pelo Mapa reforça a política de apoio aos produtores rurais brasileiros, garantindo estabilidade e segurança financeira diante das variações do mercado agrícola nacional e internacional.

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Confira os novos preços

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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