AGRONEGOCIOS
MBRF finaliza aquisição de 50% da Gelprime por R$ 312,5 milhões
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A MBRF anunciou a conclusão da primeira etapa da aquisição de participação de 50% na Gelprime, empresa especializada na produção, comercialização e distribuição de gelatina e colágeno, localizada em Ibiporã (PR). O valor total do negócio é de R$ 312,5 milhões.
Nesta primeira fase, finalizada em 1º de outubro, a subsidiária MBR recebeu 32% do capital da Gelprime. A segunda etapa está prevista para 1º de novembro, quando a MBR passará a deter a participação total de 50% da companhia. Com a aquisição, os resultados da Gelprime passarão a ser consolidados nas demonstrações financeiras da MBRF.
Estrutura de pagamento e possíveis ajustes
Do valor total de R$ 312,5 milhões:
- R$ 160,5 milhões foram adiantados e registrados no ITR da BRF do segundo trimestre de 2025.
- R$ 106 milhões foram pagos em 1º de outubro.
- O saldo será quitado em 1º de novembro.
O valor da aquisição poderá ser ajustado, para mais ou para menos, dependendo do capital de giro e da dívida líquida da Gelprime. Além disso, um pagamento adicional de até US$ 13,6 milhões poderá ser realizado nos próximos três anos, condicionado ao desempenho da empresa.
Perfil e operação da Gelprime
Fundada em 2019, a Gelprime produz gelatina e colágeno a partir de matéria-prima de origem animal, com rede própria de fornecedores certificados, garantindo rastreabilidade e qualidade do produto. A empresa possui 228 funcionários e capacidade instalada de 9 mil toneladas por ano.
No exercício social de 2024, a Gelprime registrou receita líquida de aproximadamente R$ 170 milhões, consolidando-se como uma referência no setor de ingredientes proteicos no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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