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Membros do Conselho Federal de Participação da Bacia do Rio Doce tomam posse

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A reparação aos atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015, ganhou um capítulo importante. Na última sexta-feira (26/09), foram empossados os membros do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba, criado para gerir o Fundo Popular responsável pelas ações de recuperação da região.  

O novo conselho é um órgão colegiado composto por diversas entidades, incluindo representantes de 18 ministérios, dos movimentos sociais, da sociedade civil e dos moradores atingidos. Entre eles estão a socióloga da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério da Pesca e Aquicultura, Sheila Cavalcanti, e o diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento da Secretaria Nacional de Pesca Artesanal, Cristiano Quaresma.  

Para Cristiano Quaresma, a participação do MPA no conselho é fundamental, pois a pesca é uma atividade muito importante na região e foi bastante impactada pelo desastre. Será muito importante estar no conselho para fortalecer as demandas dos pescadores e aquicultores, bem como expandir o diálogo sobre ações de responsabilidade do ministério, como o PTR e PROPESCA. A participação popular em diálogo com o governo será de fundamental importância para fazer justiça aos atingidos”, ressaltou. 

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A cerimônia de posse contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele destacou a importância da participação popular na gestão do fundo. “Agora somos nós, governo e vocês moradores da região, que estamos tomando conta dos recursos e nós precisamos aplicá-lo da melhor forma possível, sem permitir que haja qualquer desvio ou qualquer atraso desse dinheiro. Cuidar para que o dinheiro do povo seja administrado pelo próprio povo e que os pescadores, os trabalhadores rurais, os indígenas, os quilombolas, todas as pessoas possam dizer: eu quero que faça assim, eu quero que faça assado”, afirmou.  

O conselho foi instituído pela Portaria SGPR Nº 56, de 24 de setembro de 2025. Será responsável pela gestão de R$ 5 bilhões destinados aos projetos das comunidades afetadas. Também atuará no controle das obrigações do Governo Federal dentro do Novo Acordo do Rio Doce, que já está em vigor desde o ano passado.  

Maior desastre ambiental do país – o rompimento da Barragem do Fundão, ocorrido em novembro de 2015, devastou a região da Bacia do Vale do Rio Doce, que inclui 49 municípios em Minas Gerais e Espírito Santo. Foram liberadas cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos de mineração, que contaminaram o solo e as águas, vitimando 19 pessoas e boa parte da flora e da fauna. Mesmo depois de quase 10 anos do ocorrido, a pesca e a aquicultura continuam sendo inviabilizadas, com milhares de pescadores e pequenos aquicultores prejudicados. 

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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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