AGRONEGOCIOS
Mercado de insumos biológicos deve valer cerca de R$ 100 bilhões até 2026
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CONSUMO – O consumo de fertilizantes no Brasil está previsto para registrar um crescimento este ano, conforme projeções de consultorias e bancos. Em 2023, as estimativas do mercado – os dados ainda não foram fechados – apontam um aumento nas entregas entre 2,5% e 5%, totalizando entre 42 milhões e 43 milhões de toneladas.
Com a forte alta dos preços dos fertilizantes por conta da invasão russa na Ucrânia em 2022, o produtor brasileiro continua enfrentando um cenário de incertezas. Para 2024, as perspectivas, até agora, são de aumento de 3%, ou 1 milhão de toneladas.
O cenário evidencia a relevância cada vez maior dos fertilizantes para a produtividade do agronegócio brasileiro e traz preocupações a dependência de importações e os impactos ambientais do setor, o que leva à busca por alternativas sustentáveis.
ALTERNATIVA – Uma dessas alternativas é o uso de fertilizantes sustentáveis pode trazer benefícios ambientais, econômicos e sociais para o agronegócio brasileiro.
Do ponto de vista ambiental, os fertilizantes sustentáveis contribuem para a redução da emissão de gases de efeito estufa e a conservação dos recursos naturais. Economicamente, eles podem reduzir os custos de produção e aumentar a produtividade. Socialmente, a utilização desses fertilizantes pode contribuir para a geração de empregos e renda.
A tendência crescente de adotar fertilizantes sustentáveis no agronegócio brasileiro está alinhada com o Plano Nacional de Fertilizantes 2022-2050, lançado pelo governo federal, que prevê a expansão da produção sustentável desses produtos no país.
Em meio ao cenário de busca por práticas mais sustentáveis, os adubos orgânicos se destacam como alternativas naturais aos adubos químicos importados. Feitos a partir de materiais orgânicos, como esterco, restos de plantas e resíduos animais, esses adubos oferecem benefícios para o solo e as plantas.
As vantagens do adubo orgânico incluem a melhoria da estrutura do solo, aumento da fertilidade, ausência de químicos sintéticos, menor impacto ambiental e, a longo prazo, potencial economia de custos. Sua aplicação pode ser feita por meio de compostagem, esterco direto no solo ou misturado com composto para melhores resultados.
No mercado, o Adubo Orgânico S&D OrganBIO destaca-se como uma opção pronta para uso, podendo ser aplicado sozinho ou misturado com outros minerais conforme a necessidade nutricional de cada cultivo.
Fonte: Pensar Agro
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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