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Mercado de milho no Brasil segue calmo e preços registram leve alta nesta semana
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O mercado brasileiro de milho continuou com baixo dinamismo na última semana. Produtores mantêm uma postura cautelosa, segurando vendas na expectativa de melhores preços, enquanto os compradores adquirem lotes apenas para atender demandas pontuais, resultando em variações reduzidas nas cotações, segundo a Safras Consultoria.
Entre os fatores que influenciam o mercado estão a volatilidade cambial, as condições climáticas, o andamento do plantio da safra de verão, o comportamento dos futuros do milho e a paridade de exportação. Para os próximos sete dias, há expectativa de chuvas no Centro-Sul, que podem beneficiar o desenvolvimento das lavouras já plantadas, mas podem atrasar algumas atividades no campo.
Preços internos apresentam pequenas alterações
Na média nacional, a saca de milho foi cotada a R$ 63,49 em 16 de outubro, leve alta de 0,03% em relação à semana anterior (R$ 63,47). No mercado disponível ao produtor, os preços regionais apresentaram pequenas variações:
- Cascavel/PR: R$ 60,00 (-1,64%)
- Campinas/CIF/SP: R$ 67,50 (-0,74%)
- Mogiana/SP: R$ 65,00 (estável)
- Rondonópolis/MT: R$ 61,00 (estável)
- Erechim/RS: R$ 72,00 (estável)
- Uberlândia/MG: R$ 60,00 (estável)
- Rio Verde/GO: R$ 58,00 (estável)
O cenário indica mercado interno estável, com produtores e compradores mantendo cautela diante das incertezas climáticas e cambiais.
Exportações registram crescimento em outubro
No comércio exterior, o milho brasileiro alcançou receita de US$ 549,573 milhões em outubro até o momento (8 dias úteis), com média diária de US$ 68,696 milhões. O volume total exportado atingiu 2,609 milhões de toneladas, média de 326,055 mil toneladas por dia, e o preço médio da tonelada ficou em US$ 210,70.
Na comparação com outubro de 2024, houve:
- Alta de 18,5% no valor médio diário de exportação
- Ganho de 12% na quantidade média diária exportada
- Valorização de 5,8% no preço médio da tonelada
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), indicando forte demanda externa, mesmo com a movimentação interna contida.
Mercado global e fatores externos
No cenário internacional, a ausência de informações recentes dos Estados Unidos, devido à paralisação do governo, tem dificultado a formação de preços na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Além disso, os investidores seguem atentos às tensões comerciais entre China e Estados Unidos, que podem impactar o comércio global do cereal.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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