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Mercado do açúcar reage após forte queda com expectativa de maior oferta global e avanço da produção no Centro-Sul

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Produção no Centro-Sul pressiona preços e amplia oferta global

Os preços do açúcar encerraram a última semana em queda nas bolsas internacionais, pressionados pelo aumento da produção no Centro-Sul do Brasil e pela expectativa de maior oferta global.

Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a produção da região avançou 10,8% na segunda quinzena de setembro, totalizando 3,14 milhões de toneladas. Esse aumento reforça a perspectiva de um cenário de excedente mundial, que, de acordo com o BMI Group, pode alcançar 10,5 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O portal Barchart destaca que essa oferta mais robusta tem mantido as cotações sob pressão, especialmente nas bolsas de Nova York e Londres, principais referências para o mercado global.

Cotações internacionais recuam no fim da semana

Na sexta-feira (17), os contratos futuros do açúcar registraram quedas expressivas.

  • Na ICE Futures, em Nova York, o contrato de março/26 caiu 30 pontos, cotado a 15,50 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o de maio/26 recuou 28 pontos, para 14,99 centavos.
  • Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco acompanhou o movimento de baixa: o contrato dezembro/25 perdeu US$ 1,60, sendo negociado a US$ 439,00 por tonelada, e o de março/26 recuou US$ 4,30, para US$ 435,50 por tonelada.

No mercado interno, o Indicador Cepea/Esalq (USP) apontou que a saca de 50 quilos do açúcar cristal foi negociada a R$ 116,10, registrando alta de 0,37%.

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Mercado inicia nova semana em alta após perdas acumuladas

Após a sequência de quedas, o mercado internacional do açúcar abriu a segunda-feira (20) em recuperação. As cotações registraram altas superiores a 1% em Nova York e Londres, reagindo às perdas de cerca de 4% e 3%, respectivamente, acumuladas na semana anterior.

Na ICE de Nova York, os contratos de março/26 subiram para 15,69 centavos de dólar por libra-peso (+1,23%), enquanto o de maio/26 avançou 1,27%, para 15,18 centavos. Já em Londres, o contrato dezembro/25 foi cotado a US$ 444,10 por tonelada (+1,16%).

Incertezas e debate sobre o mix de produção no Brasil

De acordo com Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting, o mercado enfrenta um momento de turbulência e incerteza, sem dados concretos que orientem os investidores.

A ausência do relatório da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), suspenso devido ao shutdown nos Estados Unidos, aumentou a falta de visibilidade no setor.

No Brasil, embora existam dados de produção divulgados, ainda há pouca clareza sobre o volume de estoques e o ritmo real da moagem. Às vésperas do Sugar Dinner, tradicional evento do setor em São Paulo, o debate sobre o mix de produção entre açúcar e etanol ganha destaque.

Corrêa defende que a próxima safra deveria priorizar o etanol desde o início, devido à sua elasticidade de preço. Um aumento na produção de biocombustível, segundo ele, poderia ampliar a participação do etanol no mercado interno e externo, mesmo que isso pressione as cotações no curto prazo.

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Perspectivas de preços: açúcar versus etanol

Enquanto o etanol é limitado pela paridade de 70% com a gasolina, o açúcar não enfrenta um teto de preços tão definido. Essa diferença pode influenciar as decisões das usinas sobre o mix produtivo, especialmente diante da expectativa de uma queda entre 5% e 10% nos preços da gasolina, o que tende a reduzir as margens do etanol.

Exportações brasileiras seguem em ritmo acelerado

Mesmo com o cenário de volatilidade, o Brasil mantém forte ritmo de exportações. Segundo a agência marítima Williams Brasil, 90 navios aguardavam para embarcar açúcar nos portos brasileiros na semana encerrada em 15 de outubro, ante 84 na semana anterior.

O volume agendado para carregamento aumentou para 3,727 milhões de toneladas, frente às 3,608 milhões da semana anterior.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, nos primeiros oito dias úteis de outubro, a receita média diária com exportações de açúcar e melaços atingiu US$ 90,156 milhões, alta de 11,9% em relação ao mesmo período de 2024.

O volume médio diário exportado subiu 32,8%, totalizando 225,179 mil toneladas, embora o preço médio por tonelada tenha caído 15,7%, de US$ 475,20 em outubro de 2024 para US$ 400,40 em 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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