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Mercado do Milho Mostra Reação Pontual com Resistência de Produtores e Baixa Liquidez no Sul do País

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Preços do Milho Mostram Reação em Algumas Regiões do País

Após um janeiro marcado por quedas generalizadas, o mercado do milho começa fevereiro dando sinais de estabilidade em algumas praças. De acordo com dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Esalq-USP), a desvalorização do cereal foi interrompida em regiões onde produtores resistem a negociar por valores menores, aguardando uma melhora nas cotações.

A redução dos fretes — resultado do início da colheita da soja — também tem contribuído para limitar novas quedas nos preços. Já do lado da demanda, a maior parte dos compradores ainda adota uma postura cautelosa, esperando um aumento da oferta nas próximas semanas para garantir aquisições a preços mais baixos.

Exportações Avançam e Sustentam Parte do Mercado

Mesmo com o cenário doméstico de lentidão nas negociações, o desempenho do milho no mercado externo segue positivo. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 4,24 milhões de toneladas do grão em janeiro, alta de 18% em relação ao mesmo período de 2025.

No acumulado da temporada 2024/25 (de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026), os embarques totalizam 41,62 milhões de toneladas, um avanço de 8% frente à safra anterior (2023/24). Esses números reforçam a força do milho brasileiro no comércio internacional, mesmo em um contexto de preços internos pressionados.

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Sul do País: Mercado Defensivo e Negociações Limitadas

Enquanto parte do país observa reação nos preços, o Sul do Brasil segue em um ambiente de mercado defensivo, com baixa fluidez nas negociações e pressão da oferta. De acordo com a TF Agroeconômica, produtores e compradores mantêm cautela, diante do avanço da colheita e da demanda ainda moderada.

Rio Grande do Sul: Foco na Colheita e Pouca Liquidez

No Rio Grande do Sul, as negociações seguem restritas a cooperativas e pequenas indústrias. O preço médio estadual, apurado pela Emater, registrou uma leve alta semanal — considerada pontual e insuficiente para reverter a tendência de estabilidade.

A demanda interna permanece seletiva, com exportações lentas e compradores priorizando estoques próprios e contratos de curto prazo. Já os produtores concentram esforços na colheita e liberação das áreas para a próxima safra.

A safra 2025/26 está praticamente concluída no plantio, mas a colheita avança em ritmo mais lento que o observado no ano anterior, com produtividade irregular devido à instabilidade climática e à irregularidade das chuvas.

Santa Catarina: Mercado Travado e Controle de Estoques

Em Santa Catarina, o cenário é de baixa liquidez. O desalinhamento entre as pedidas de venda e as ofertas das indústrias impede a fluidez do mercado, mantendo as negociações pontuais.

Produtores continuam retendo estoques, enquanto a demanda se concentra em operações de curtíssimo prazo.

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O monitoramento da Epagri aponta redução na média populacional da cigarrinha-do-milho, embora o alerta fitossanitário permaneça devido à alta infectividade dos insetos detectada nas lavouras — fator que ainda preocupa a cadeia produtiva.

Paraná e Mato Grosso do Sul: Ritmo Lento e Preços Irregulares

No Paraná, o mercado opera de forma travada, com impasse prolongado entre vendedores e compradores. As cotações variam conforme a região, apresentando maior pressão nas áreas produtoras e reações pontuais nos polos consumidores. Apesar de alguns ajustes, ainda não há sinais de melhora consistente na liquidez dos negócios.

Já em Mato Grosso do Sul, o elevado volume de milho disponível mantém os preços pressionados. O segmento de bioenergia atua de forma relevante, mas ainda insuficiente para sustentar uma recuperação firme. A oferta crescente e a postura cautelosa dos compradores continuam limitando o avanço das cotações.

Panorama Nacional: Resistência Produtiva e Expectativa de Recuperação

Com a colheita de soja ganhando ritmo e o mercado externo aquecido, o milho brasileiro vive um momento de transição. Produtores resistem em vender a preços baixos, enquanto compradores aguardam melhores oportunidades diante do aumento esperado de oferta.

O cenário, portanto, é de ajuste gradual, com recuperações pontuais nos preços e mercado interno ainda seletivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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