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Mercados globais em leve alta e Ibovespa acompanha exterior em dia de cautela nos EUA

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Panorama Geral dos Mercados

Nesta terça-feira (10), os mercados globais operam com desempenho misto, refletindo um sentimento de cautela entre os investidores internacionais. Enquanto as bolsas da Ásia e Europa registram leves altas, os futuros de Wall Street seguem praticamente estáveis antes da divulgação de indicadores econômicos importantes nos Estados Unidos.

Os investidores aguardam novos dados de inflação e emprego norte-americanos, que podem influenciar as próximas decisões de política monetária do Federal Reserve.

Wall Street opera estável à espera de dados econômicos

Nos Estados Unidos, os principais índices futuros apresentam movimento tímido, indicando um início de pregão sem grandes oscilações.

  • Dow Jones Futuro: +0,09%
  • S&P 500 Futuro: +0,10%
  • Nasdaq Futuro: +0,03%

O mercado monitora atentamente o comportamento da inflação e os resultados corporativos das grandes empresas de tecnologia, fatores que devem determinar o rumo dos ativos ao longo da semana.

Bolsas asiáticas sobem com destaque para o Japão

As principais bolsas da Ásia fecharam o dia em alta, impulsionadas por avanços no setor de tecnologia e expectativas de estímulos econômicos na região.

Nikkei 225 (Japão): +2,28%, puxado por empresas eletrônicas e automobilísticas
  • Hang Seng (Hong Kong): +0,58%
  • Shanghai SE (China Continental): +0,13%
  • Taiex (Taiwan): +2,06%
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O bom humor nos mercados asiáticos também foi influenciado pelo otimismo em torno da nova tecnologia de inteligência artificial da ByteDance, controladora do TikTok, que animou investidores do setor de mídia e entretenimento.

Com a proximidade do feriado do Ano Novo Lunar, que ocorre de 15 a 23 de fevereiro, o volume de negociações na China deve continuar reduzido nos próximos dias.

Outras praças asiáticas mostram variação moderada

Em outros mercados da região, o desempenho foi mais contido:

  • Kospi (Coreia do Sul): +0,07%
  • Straits Times (Cingapura): -0,07%
  • S&P/ASX 200 (Austrália): -0,03%

Esses resultados refletem o movimento de cautela global, já que muitos investidores preferem evitar grandes posições antes dos próximos indicadores econômicos.

Ibovespa acompanha exterior e mantém alta moderada

No Brasil, o Ibovespa iniciou o dia em leve alta, acompanhando o bom desempenho dos mercados internacionais e a recuperação dos preços das commodities.

O índice brasileiro opera em torno de 185 mil pontos, impulsionado por ações de empresas ligadas ao setor financeiro e de energia.

De acordo com dados do IBGE, a inflação acumulada em 12 meses até janeiro ficou em 4,44%, um leve avanço em relação ao mês anterior, mas dentro das expectativas do mercado. O resultado reforça a percepção de que o Banco Central pode manter a Selic estável nas próximas reuniões.

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Fatores que influenciam o humor do mercado

1. Expectativa por dados nos EUA:

A divulgação dos indicadores de emprego e inflação norte-americanos deve balizar as decisões do Federal Reserve e o apetite dos investidores por risco.

2. Volume reduzido na Ásia:

Com o feriado prolongado na China, as operações no continente asiático devem permanecer com menor liquidez durante a semana.

3. Otimismo tecnológico:

O avanço da inteligência artificial e novos anúncios de empresas de tecnologia têm sustentado o bom humor nas bolsas da região.

Conclusão: estabilidade com viés positivo

O pregão desta terça-feira marca um dia de estabilidade e leve otimismo nos mercados globais. A Ásia e a Europa registraram ganhos consistentes, enquanto os EUA mantêm ritmo moderado.

No Brasil, o Ibovespa segue firme, acompanhando o movimento externo e sustentado por expectativas positivas em relação à economia doméstica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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