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Milho oscila com impacto geopolítico e baixa liquidez no Brasil, enquanto Chicago e B3 recuam

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Mercado de milho: firmeza nos preços e cautela nas negociações

Os preços do milho seguem sustentados tanto no mercado interno quanto no externo, porém com baixa liquidez e um ambiente de incertezas. No Brasil, produtores permanecem concentrados nas atividades de campo, o que reduz o volume de negociações, mesmo diante de uma demanda aquecida por parte de compradores interessados na recomposição de estoques.

Apesar desse suporte, o ritmo de negócios continua limitado. As incertezas no cenário geopolítico global e as preocupações com a logística nacional — especialmente diante de riscos de paralisações no transporte — reforçam uma postura mais cautelosa entre os agentes do mercado.

Cenário internacional: demanda sustenta, mas custos e tensões limitam altas

No mercado externo, os preços do milho vinham sendo impulsionados pela forte demanda dos Estados Unidos e pela valorização do petróleo, fator que aumenta a competitividade do etanol produzido a partir do cereal.

Por outro lado, esse movimento de alta encontra resistência. Persistem preocupações com a área de plantio nos Estados Unidos, já que os custos elevados de insumos, como fertilizantes e combustíveis — intensificados por tensões envolvendo Estados Unidos e Irã — podem impactar a produção.

Chicago recua após alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã

Nesta segunda-feira (23), os contratos futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em queda. O movimento ocorre após o adiamento de ataques dos Estados Unidos ao Irã, reduzindo a aversão ao risco nos mercados globais.

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Os principais vencimentos registraram perdas:

  • Maio/26: US$ 4,61 (-4,25 pontos)
  • Julho/26: US$ 4,72 (-4 pontos)
  • Setembro/26: US$ 4,74 (-4 pontos)
  • Dezembro/26: US$ 4,87 (-3,75 pontos)

A melhora no diálogo entre os países pressionou os preços do petróleo, que recuaram de forma significativa, retirando parte do suporte indireto ao milho via setor de biocombustíveis.

B3 acompanha movimento externo e registra variações negativas

No Brasil, a Bolsa Brasileira (B3) seguiu a tendência internacional, com os contratos futuros do milho operando em baixa na manhã desta segunda-feira.

As cotações variavam entre R$ 70,89 e R$ 75,60:

  • Maio/26: R$ 71,76 (-0,32%)
  • Julho/26: R$ 70,89 (-0,07%)
  • Setembro/26: R$ 71,27 (-0,18%)
  • Janeiro/27: R$ 75,60 (+0,75%)

Mesmo com a pressão negativa no dia, o câmbio ainda oferece suporte pontual aos preços, influenciando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

Semana revela mercado pressionado e comportamento misto

Ao longo da última semana, o mercado de milho apresentou oscilações, refletindo a combinação de fatores internos e externos. Apesar de um fechamento pontualmente positivo em pregões recentes, o saldo semanal foi negativo, pressionado pela baixa liquidez no mercado físico e pela desaceleração sazonal das exportações.

Indicadores reforçam esse cenário:

  • Média Cepea: queda de 0,85%
  • Dólar: recuo de 0,11%
  • Contratos futuros: perdas mais expressivas, especialmente no vencimento maio/26
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A volatilidade global segue como fator determinante, mantendo investidores em posição defensiva.

Mercado físico segue travado e com diferenças regionais

No mercado físico, o ritmo de negociações continua lento em diversas regiões do país, com particularidades locais influenciando os preços e a liquidez.

  • No Rio Grande do Sul, a colheita avança de forma irregular, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca e forte variação de produtividade devido a problemas climáticos.
  • Em Santa Catarina, o principal entrave segue sendo a distância entre os preços de compra e venda, o que limita o fechamento de negócios, mesmo com demanda presente.
  • No Paraná, ajustes positivos nas cotações não foram suficientes para destravar o mercado, que continua com baixa fluidez.

Já no Mato Grosso do Sul, após quedas recentes, os preços ensaiam recuperação, sustentados pela demanda do setor de bioenergia. Ainda assim, o ambiente permanece competitivo, com negociações pontuais e atuação seletiva dos compradores.

Perspectivas: mercado segue sensível a fatores externos e logísticos

O mercado de milho deve continuar reagindo à combinação de fatores geopolíticos, cambiais e logísticos. A volatilidade internacional, aliada às incertezas sobre produção e custos, tende a manter os agentes cautelosos no curto prazo.

No Brasil, o avanço da colheita, o comportamento do dólar e eventuais entraves logísticos serão determinantes para o ritmo de comercialização nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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