AGRONEGOCIOS
Ministro André de Paula se reúne com presidente da Sociedade Rural Brasileira para fortalecer diálogo com o setor
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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se nesta terça-feira (14) com o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Sérgio Bortolozzo, na sede do ministério, em Brasília, para tratar do fortalecimento do diálogo institucional com o setor produtivo.
Durante o encontro, o ministro agradeceu a visita e ressaltou a importância da atuação conjunta entre governo e representantes da agropecuária brasileira. “Vamos trabalhar juntos pelo agro. Esse é o nosso papel como incentivadores e formuladores de políticas públicas para o setor”, afirmou André de Paula.
A Sociedade Rural Brasileira é uma entidade representativa de produtores rurais com atuação na defesa institucional do setor agropecuário e na promoção do desenvolvimento nacional. A organização reúne lideranças do segmento e atua na construção de propostas voltadas ao fortalecimento da eficiência e da competitividade do agronegócio brasileiro.
Durante a reunião, Sérgio Bortolozzo convidou o ministro para visitar a sede da entidade, localizada em São Paulo, e dialogar com diretores e membros do conselho. “É importante destacar que a SRB é uma instituição centenária, com a missão de unir forças em prol do setor”, destacou.
Também participaram da agenda o secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária, Cleber Soares, e a diretora-executiva da SRB, Patrícia Arantes.
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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