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Ministro Fávaro recebe governador de Mendoza para tratar de comércio bilateral de fertilizantes
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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta segunda-feira (30), em Brasília, o governador da província argentina de Mendoza, Alfredo Cornejo, e sua comitiva. O encontro teve como foco o comércio de fertilizantes, especialmente o potássio, da Argentina para o Brasil, além do fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países.
O Brasil é o quarto maior consumidor mundial de fertilizantes, mas importa cerca de 85% do total que consome, incluindo 95% do cloreto de potássio, insumo essencial para culturas como soja, milho e cana-de-açúcar. Atualmente, o país importa aproximadamente 12 milhões de toneladas de fertilizantes potássicos por ano, sobretudo de Canadá, Rússia e Belarus. A proximidade geográfica com a Argentina representa uma vantagem competitiva, ao reduzir significativamente os custos logísticos.
Para o ministro Fávaro, o comércio de fertilizantes com a Argentina é de alta relevância estratégica para o Brasil, especialmente em um cenário global de instabilidade geopolítica. “É uma determinação do presidente Lula fortalecer o Mercosul, estreitar os laços e ampliar nossas relações comerciais. Temos grande interesse em adquirir fertilizantes argentinos, especialmente o potássio. O Brasil já reconheceu os fertilizantes como insumos de segurança nacional, porque isso faz total diferença para o país”, afirmou Fávaro.
O ministro também destacou o compromisso do governo em viabilizar essa cooperação. “Vamos atuar de forma estratégica para ampliar essa relação comercial e promover todas as ações necessárias para que os empresários brasileiros reconheçam o potencial da região de vocês. Vemos aí uma grande oportunidade.”
O governador Alfredo Cornejo reforçou o interesse da província de Mendoza em atrair investimentos internacionais para ampliar a produção mineral, com destaque para os setores de cobre e potássio. Ele ressaltou o andamento de diversos projetos na região, especialmente o projeto Potássio Rio Colorado. “Temos um depósito de classe mundial com 400 milhões de toneladas de cloreto de potássio certificado. O projeto tem potencial para produzir até 1,5 milhão de toneladas por ano”, afirmou Cornejo.
Durante o encontro, o ministro Fávaro também apresentou o programa Caminho Verde Brasil, que prevê a recuperação de até 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade nos próximos dez anos, transformando essas áreas em terras agricultáveis de alto rendimento, sem necessidade de desmatamento. “Para recuperar essas áreas degradadas, será essencial o uso de fertilizantes, principalmente para a reestruturação do solo. Um comércio facilitado entre Brasil e Argentina nesse setor será estratégico e oportuno”, destacou.
Como desdobramento, as autoridades concordaram em realizar um Fórum Empresarial entre os governos e o setor privado, com o objetivo de apresentar as oportunidades dessa cooperação e atrair investimentos para a cadeia de fertilizantes.
A parceria com a Argentina representa uma alternativa concreta para o Brasil reduzir sua dependência externa de potássio, estabilizar custos de produção agrícola e fortalecer a segurança alimentar nacional.
Também foi discutido o avanço nas tratativas do Memorando de Entendimento entre o Brasil e a província de Mendoza, que abrange setores estratégicos como agroindústria, mineração e infraestrutura logística.
Participaram da reunião o subsecretário de Relações Internacionais da província de Mendoza, José María Videla Sáenz; o secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares; a adida agrícola do Brasil na Argentina, Andrea Parrilla; o assessor da Secretaria Executiva, José Polidoro; e o diretor do Departamento de Planejamento e Política Mineral do MME, Anderson Barreto Arruda.
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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