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Ministros Carlos Fávaro e Renan Filho dialogam sobre obras logísticas para fortalecer o escoamento da produção

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Nesta terça-feira (17), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou de reunião na sede do Ministério dos Transportes, em Brasília, ao lado do ministro Renan Filho. O encontro teve como foco o andamento de obras logísticas prioritárias para os estados de Mato Grosso e Goiás, entre elas a conclusão da obra na Ponte de Luís Alves, na BR-080/GO/MT, e a pavimentação de trechos da BR-158/MT.

A Ponte de Luís Alves, localizada sobre o Rio Araguaia, é uma infraestrutura estratégica que conecta os estados de Goiás e Mato Grosso, dois polos relevantes da produção agropecuária nacional. Ao comentar o avanço das obras, o ministro Fávaro destacou a importância da ponte para o escoamento da produção agrícola da região. “O encabeçamento da ponte de Luís Alves é fundamental para a logística da região do Araguaia. Temos recebido boas notícias, como o avanço da pavimentação da BR-158, o destravamento do licenciamento da BR-242 e agora os progressos na BR-080. Enfim, a logística está chegando de forma eficiente ao estado de Mato Grosso”, afirmou Fávaro.

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O ministro dos Transportes, Renan Filho, reforçou que a ponte faz parte dos principais projetos de integração do país. “Essa obra viabiliza um importante corredor logístico para a agricultura, reduzindo custos de transporte, melhorando a conectividade regional e aumentando a competitividade do setor produtivo. Ela está incluída no Novo PAC e representa um compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento do país”, declarou.

Durante a reunião, o deputado federal José Nelto (GO) também destacou o impacto da infraestrutura para o agronegócio brasileiro, enquanto o senador Jayme Campos (MT) elogiou os investimentos realizados nas rodovias de Mato Grosso.

OBRAS

Além de ser um importante corredor rodoviário para o escoamento da produção agrícola de uma região reconhecida por sua força no agronegócio, a Ponte de Luís Alves contribui para o desenvolvimento socioeconômico local, melhora a conectividade, reduz custos logísticos e amplia a eficiência do transporte, beneficiando diretamente os produtores e a economia regional.

Mato Grosso é um dos maiores produtores de grãos do Brasil e a BR-158/MT é uma das principais rotas logísticas do estado, utilizada para o escoamento de safras de soja, milho e algodão tanto para outros estados quanto para exportação.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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