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No Japão, Fávaro diz que missão é um importante passo para avanços nas relações comerciais
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Em comemoração aos 130 anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, integrou a comitiva do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em visita ao país asiático.
Nesta segunda-feira (24), a delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou de uma reunião com a Japan Meat Trade Association, em Tóquio. O encontro faz parte da agenda oficial da missão presidencial ao Japão, que busca fortalecer as relações comerciais e ampliar oportunidades para o agronegócio brasileiro.
A Japan Meat Trade Association, que representa todos os importadores japoneses de proteínas, esteve presente na reunião realizada na sede do Banco do Brasil no Japão. O encontro contou com a participação do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e de mais de 20 associados. O objetivo principal foi discutir a parceria comercial entre os dois países e os avanços necessários para a possível abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira.
“Sobre a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira, já temos avanços previstos a partir desta viagem. Esperamos que as autoridades japonesas anunciem a visita de técnicos especializados ao Brasil para conhecer nosso sistema produtivo, incluindo frigoríficos e medidas sanitárias. Além disso, estamos prestes a receber, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o certificado que reconhece todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, uma exigência fundamental do Japão. Esse reconhecimento deve ocorrer em maio e, com a visita dos especialistas japoneses, estaremos dando um passo decisivo para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira”, afirmou o ministro Carlos Fávaro.
O secretário Luis Rua também destacou a importância da reunião para consolidar o Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteínas. “Reafirmamos a qualidade, a sanidade, a complementariedade e a estabilidade das nossas proteínas. O importante é fazermos do Brasil um importante player no mercado mundial de proteínas. O mercado japonês é um mercado de alto valor agregado, e o Brasil tem trabalhado para que possamos conseguir, em um breve espaço de tempo, acesso a esse importante mercado”, destacou Rua.
A reunião teve como pauta, ainda, o possível reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) de que o Brasil é livre de febre aftosa sem vacinação.
Na terça-feira (25), o ministro Carlos Fávaro, juntamente com a comitiva do Mapa, irá se reunir com o ministro da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão, Taku Etō, para tratar das boas perspectivas de avanço nas questões sanitárias e técnicas, com o pedido de uma visita dos técnicos japoneses ao Brasil para avaliar o sistema sanitário brasileiro.
130 ANOS DAS RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS BRASIL-JAPÃO
O ano de 2025 marca os 130 anos das relações diplomáticas entre os dois países, estabelecidas em 1895 com a assinatura do acordo que permitiu a abertura recíproca de representações diplomáticas em 1897. Esse tratado também pavimentou o caminho para o início da imigração japonesa ao Brasil, em 1908, consolidando uma relação histórica e cultural profunda entre as duas nações.
Durante a viagem, estão previstos encontros com empresários dos setores de alimentos, agronegócio, aeroespacial, bebidas, energia, logística, siderurgia, entre outros. Além disso, devem ser assinados acordos em diversas áreas, tanto no setor público quanto no privado, abrangendo ciência e tecnologia, combustíveis sustentáveis, educação, pesca e recuperação de pastagens, fortalecendo ainda mais a cooperação bilateral.
Informações à imprensa
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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