AGRONEGOCIOS
Nutec desenvolve embalagens comestíveis e biodegradáveis para ampliar conservação de alimentos
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Pesquisa aposta em tecnologia sustentável para conservação de alimentos
O Núcleo de Tecnologia e Qualidade Industrial do Ceará está desenvolvendo soluções inovadoras para aumentar a vida útil de alimentos por meio de revestimentos comestíveis e filmes biodegradáveis.
A iniciativa faz parte de um projeto financiado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com gestão da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio. O investimento total supera R$ 500 mil.
O objetivo central é criar alternativas sustentáveis para substituir embalagens plásticas convencionais e reduzir o uso de aditivos sintéticos no período pós-colheita.
Biopolímeros criam barreiras naturais e prolongam qualidade dos alimentos
A tecnologia em desenvolvimento utiliza películas finas produzidas a partir de biopolímeros e substâncias naturais.
Esses materiais atuam como barreiras seletivas à troca de gases e à umidade, ajudando a controlar a respiração dos alimentos e, consequentemente, prolongando sua conservação.
Além disso, as formulações podem incorporar compostos antioxidantes e antimicrobianos naturais, contribuindo para manter a qualidade nutricional e sensorial dos produtos.
Redução de resíduos plásticos e menor impacto ambiental
O projeto busca reduzir significativamente a dependência de plásticos convencionais e de aditivos químicos na cadeia de conservação de alimentos.
Com isso, a tecnologia contribui para diminuir o impacto ambiental, ao mesmo tempo em que amplia o tempo de prateleira dos produtos agrícolas.
A proposta integra diferentes áreas do conhecimento, como ciência dos alimentos, química, biotecnologia e educação, reforçando o caráter multidisciplinar da pesquisa.
Solução pode reduzir perdas no semiárido e fortalecer o agro
A aplicação da tecnologia no Ceará tem como foco minimizar perdas na produção agrícola, especialmente em função dos desafios logísticos e das condições climáticas do semiárido.
A iniciativa também contribui para a segurança alimentar e econômica, ao oferecer ferramentas que aumentam a eficiência da cadeia produtiva.
Além disso, o projeto está alinhado a políticas de agroecologia, bioeconomia e inovação no agronegócio.
Projeto segue diretrizes globais de sustentabilidade
No cenário internacional, a pesquisa atende às diretrizes da Organização das Nações Unidas para redução do desperdício de alimentos e aos princípios da economia circular.
A proposta busca substituir o modelo tradicional de produção baseado em extração e descarte por soluções mais sustentáveis e regenerativas.
Iniciativa incentiva formação de novos cientistas
Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto conta com um pilar de extensão voltado à educação.
A iniciativa promove atividades com estudantes do ensino médio da rede pública do Ceará, com o objetivo de estimular o interesse por carreiras em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
Por meio de palestras e ações interativas, os alunos têm contato com a aplicação prática do método científico na resolução de problemas ligados à produção de alimentos.
Inovação une sustentabilidade, produção e desenvolvimento científico
O projeto desenvolvido pelo Nutec representa um avanço importante na busca por soluções mais eficientes e sustentáveis para o setor de alimentos.
Ao integrar inovação tecnológica, redução de impactos ambientais e formação de novos profissionais, a iniciativa reforça o papel da ciência no desenvolvimento do agronegócio e na construção de sistemas alimentares mais resilientes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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