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Oficina Técnica em Imaruí (SC) Foca no Manejo de Pastagens Perenes de Verão para Pecuária Sustentável
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A prática de manejo sustentável de pastagens perenes de verão foi o tema central de uma Oficina Técnica promovida pelo Sistema Faesc/Senar, em parceria com o Sindicato Rural de Imaruí e instituições como a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pecuário e Pesqueiro e a Epagri. Realizada na propriedade de Jailson de Souza, na comunidade Cangueri de Fora, a atividade visou compartilhar conhecimentos sobre as melhores práticas para a implantação e manejo de pastagens, fundamentais para a sustentabilidade e produtividade do setor agropecuário.
Capacitação Prática para Produtores Rurais
Com o objetivo de capacitar os produtores rurais da região, a oficina reuniu cerca de 60 participantes e foi conduzida pelo técnico de campo da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), Alisson Cascaes Mendes. Segundo Pablo Henrique Ambrosio, supervisor técnico da ATeG Senar/SC, o evento procurou fornecer aos participantes as ferramentas necessárias para otimizar o manejo das pastagens, contribuindo para a sustentabilidade da produção e a rentabilidade das propriedades.
Durante a atividade, os participantes tiveram a oportunidade de aplicar, na prática, as técnicas discutidas, como a escolha das espécies forrageiras adequadas e as estratégias de manejo que garantem a longevidade das pastagens. A troca de experiências entre os produtores foi um ponto alto da oficina, criando um ambiente colaborativo que favoreceu o aprendizado mútuo.
Temas Abordados na Oficina
Entre os tópicos em destaque, os participantes discutiram o manejo de implantação do capim tangola, o custo de implantação e manejo de condução, a análise bromatológica das forrageiras, e o ajuste das dietas de acordo com a pretensão de ganho e a qualidade da pastagem. A oficina também proporcionou uma comparação prática entre diferentes tipos de tangolas em solos diversos, além de avaliar as espécies forrageiras e os níveis de suplementação necessários para otimizar a nutrição do rebanho.
Outro ponto discutido foi a avaliação do vigor de rebrota das pastagens, que depende da altura da vegetação e da pressão de pastejo, temas essenciais para garantir uma pastagem saudável e produtiva.
Parcerias Estratégicas para o Desenvolvimento Rural
A supervisora regional do Senar/SC, Sueli Silveira Rosa, destacou a importância da parceria entre as diversas instituições para o fortalecimento da rede de apoio aos produtores locais. Segundo ela, essa colaboração não apenas facilita a troca de conhecimento, mas também amplia o alcance das ações de desenvolvimento rural.
Ariosvaldo Alves, presidente do Sindicato Rural de Imaruí, também ressaltou os benefícios dessa parceria estratégica, afirmando que ela potencializa os resultados e permite uma resposta mais eficiente às necessidades dos produtores da região.
Avaliação Positiva dos Produtores
Os participantes avaliaram positivamente a oficina, destacando a relevância do evento para o aprimoramento das práticas de manejo na pecuária de corte. Um dos produtores presentes comentou: “Eventos como esse são essenciais para melhorar o nosso trabalho e garantir a sustentabilidade das nossas propriedades a longo prazo.”
Próximos Passos para o Setor Rural
Este evento marcou o início de uma série de atividades planejadas para promover o desenvolvimento sustentável no meio rural. A Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pecuário e Pesqueiro continuará, em parceria com as demais instituições envolvidas, a promover capacitações e oferecer suporte contínuo aos produtores locais.
Assistência Técnica e Gerencial (ATeG): Transformando a Pecuária Catarinense
Desde 2016, a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), parceria entre o Sistema Faesc/Senar e os Sindicatos Rurais, tem beneficiado diversos produtores rurais. O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, enfatizou que a ação tem trazido resultados significativos, com diversas famílias melhorando a gestão de suas propriedades, a qualidade dos rebanhos e a rentabilidade. “Hoje, muitos produtores tomam decisões mais estratégicas, baseadas em dados técnicos, o que tem gerado maior qualidade de vida e aumento da renda”, concluiu Pedrozo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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