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Pagamento do Garantia-Safra Inicia para Agricultores Aprovados da Safra 2023/2024

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Mais de 39 mil agricultores familiares de 108 municípios do semiárido mineiro estão aptos a receber o pagamento do Programa Garantia-Safra referente à safra 2023/2024. O valor do benefício é de R$ 1.200,00, a ser pago em parcela única, totalizando aproximadamente R$ 48 milhões em recursos. Em comparação com o ano anterior, o Governo de Minas investiu mais de R$ 5,7 milhões no Fundo Garantia-Safra, resultando em um aumento de 11% no número de beneficiários, que agora somam cerca de 40 mil produtores.

O subsecretário de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural Sustentável da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Julian Silva Carvalho, destacou a relevância do benefício para os agricultores familiares. “Além de garantir segurança alimentar às famílias, os recursos também movimentam a economia local e impulsionam o comércio. Nos últimos anos, superamos a participação de municípios e agricultores, ampliando o alcance do programa”, afirmou Carvalho.

Impacto Positivo para os Produtores

Para agricultores como Lidiane Ferreira Lima, residente em Rubelita, no Norte de Minas, o benefício tem sido crucial. Na Fazenda Vereda, Lidiane, seu marido e suas duas filhas cultivam hortaliças, feijão, mandioca e milho. Há dois anos, ela aderiu ao programa, com o apoio da Emater-MG, e, em 2024, recebeu o auxílio de R$ 1.200,00 devido à perda superior a 50% da produção causada pela escassez de chuvas. “Esse recurso complementa a renda da nossa casa e nos ajuda bastante. Além disso, vejo como um incentivo para que as pessoas permaneçam na roça”, disse Lidiane.

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Critérios e Forma de Pagamento

O Garantia-Safra destina-se a agricultores familiares com renda mensal de até 1,5 salários mínimos, que sofreram perdas superiores a 50% em sua produção e que se inscreveram no programa durante a safra 2023/2024. O pagamento será efetuado por meio da Poupança Social Digital da Caixa Econômica Federal, seguindo o calendário dos benefícios sociais.

Sobre o Programa

O Garantia-Safra faz parte do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e tem como objetivo assegurar condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares que enfrentam perdas de safra devido a fatores climáticos, como estiagem ou excesso de chuvas. O programa é destinado a residentes nas áreas de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Para participar, o agricultor deve ser registrado no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), possuir uma área de cultivo de 0,6 a 5 hectares com culturas como feijão, milho, arroz, algodão ou mandioca, e ter uma renda familiar mensal de até 1,5 salário mínimo. O pagamento do benefício ocorre após a verificação das perdas pela administração estadual e municipal.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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