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Paraná prorroga benefício fiscal que reduz ICMS na venda interestadual de suínos vivos até 2026

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O Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefa), anunciou a prorrogação do benefício fiscal que reduz a base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas vendas interestaduais de suínos vivos. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (12) e estende o incentivo até 30 de abril de 2026, com aprovação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Redução da base de cálculo do ICMS

Com a prorrogação, os produtores rurais do Paraná e de outros estados signatários — Mato Grosso, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina — poderão continuar reduzindo em até 50% a base de cálculo do ICMS sobre as operações de venda interestadual de suínos vivos. Essa redução tem como objetivo tornar a carne suína paranaense mais competitiva no mercado nacional.

Impacto na competitividade e economia local

A medida visa apoiar os suinocultores do Paraná, possibilitando a oferta de produtos a preços mais competitivos em transações com outras unidades da federação. Segundo o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, “manter o incentivo fiscal é essencial para que os produtores enfrentem os desafios do mercado, garantindo a sustentabilidade da atividade e fortalecendo toda a cadeia produtiva de suínos no estado, desde pequenos produtores até as agroindústrias, gerando emprego e renda no campo”.

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Crescimento da produção paranaense de suínos

Dados recentes da Pesquisa Trimestral de Abate de Animais, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Paraná alcançou em 2024 sua maior participação histórica na produção nacional de suínos. No último ano, o estado abateu 12,4 milhões de porcos, o que representa 21,5% do total nacional.

Evolução da produção na última década

Nos últimos dez anos, a produção paranaense quase dobrou, passando de 6,9 milhões de suínos abatidos em 2014 para 12,4 milhões em 2024 — um crescimento de 79%, acima da média nacional, que foi de 55%. Em termos proporcionais, o Paraná ampliou sua fatia no mercado nacional por cinco anos consecutivos, crescendo de 19,9% em 2019 para 21,5% em 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do feijão: preços sobem para grãos de maior qualidade, mas demanda limita negócios

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O mercado de feijão registrou baixa liquidez no segmento disponível (spot), com predominância de negociações por amostras e perda de eficiência do pregão como formador de preços. Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o ritmo de comercialização segue lento, com dificuldades para repassar preços mais elevados ao longo da cadeia.

Baixa liquidez e desalinhamento entre oferta e demanda

De acordo com o analista Evandro Oliveira, o escoamento foi limitado, especialmente na bolsa, refletindo o desalinhamento entre as pedidas mais altas nas regiões produtoras e a capacidade de absorção do mercado comprador.

Esse cenário tem dificultado o avanço das negociações e reduzido a fluidez das operações no mercado físico.

Estoques curtos sustentam preços no feijão de melhor qualidade

Do lado da oferta, o mercado enfrenta restrição estrutural, com estoques reduzidos em importantes estados produtores, como Minas Gerais, Goiás, Paraná e São Paulo.

A principal pressão de alta vem da escassez de feijão de qualidade superior, especialmente lotes classificados como nota 9 ou acima, que apresentam características como ausência de manchas, escurecimento lento e grãos de maior peneira.

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Com isso, a maior parte das negociações ocorre com produtos de padrão intermediário, entre 7,5 e 8,5, o que mantém prêmios elevados para os melhores lotes e direciona a demanda para categorias inferiores.

Preços firmes no FOB, mas com dificuldade de repasse

No mercado FOB, os preços seguem firmes, sustentados pela limitação da oferta. No entanto, a valorização encontra resistência na ponta final da cadeia, devido à dificuldade de repasse ao varejo.

A demanda, segundo o analista, tem atuado de forma defensiva, com empacotadoras focadas apenas na reposição mínima de estoques, o que limita o volume de negociações.

Tendência depende de recuperação da demanda

Apesar do viés de estabilidade a leve alta nos fundamentos, o mercado ainda depende de uma retomada mais consistente da demanda e do avanço da colheita para ganhar tração e consolidar movimentos de valorização.

Feijão preto enfrenta pressão com consumo enfraquecido

No caso do feijão preto, o cenário é mais desafiador. O mercado apresentou liquidez extremamente baixa ao longo da semana, com poucas negociações e ausência de reação mesmo diante de quedas consecutivas nos preços.

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A bolsa teve participação reduzida, com operações pontuais ou inexistentes.

Preços próximos do piso nas principais regiões produtoras

Nas regiões de origem, como Paraná, Santa Catarina e São Paulo, as cotações recuaram ou se estabilizaram em níveis baixos, indicando consolidação de um piso regional.

A pressão sobre os preços é resultado da forte concorrência entre vendedores e da necessidade de escoamento de estoques.

Oferta confortável e demanda limitada travam mercado

Ao contrário do feijão de maior qualidade, o feijão preto apresenta oferta mais confortável ao longo da cadeia produtiva.

Por outro lado, a demanda segue enfraquecida, com baixo consumo e reposição limitada por parte do varejo, o que reduz o ritmo de comercialização.

Perspectiva é de mercado lateral a baixista no curto prazo

A tendência para o feijão preto no curto prazo é de estabilidade com viés de baixa. O mercado permanece desancorado e depende diretamente de uma recuperação da demanda para reequilibrar preços e estimular novas negociações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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