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Pecuária impulsiona PIB de Santa Catarina com recordes na suinocultura e avicultura
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O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina avançou 5,4% nos 12 meses encerrados em junho, na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com estimativas da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). No acumulado de janeiro a junho de 2025, a economia registrou expansão de 6,1%.
Um dos principais motores desse crescimento é a pecuária, que apresenta desempenho positivo há sete anos consecutivos, impulsionada pela produção de carne suína e de frango.
Suinocultura mantém Santa Catarina na liderança nacional
Santa Catarina segue como líder nacional na produção de suínos, respondendo por 29,1% dos abates e 29,5% do peso total das carcaças do país. Dados da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) indicam que, em 2024, o estado produziu 17,97 milhões de suínos, alta de 0,1% em relação a 2023, com produção de 1,57 milhão de toneladas de carcaça, mesmo com leve retração de 0,2%.
No âmbito das exportações, o estado embarcou 719,4 mil toneladas de carne suína em 2024, aumento de 9,3% em volume, gerando US$ 1,70 bilhão, crescimento de 7,9% sobre 2023, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Uma mudança no perfil dos destinos se destacou: as Filipinas assumiram a liderança das compras, com crescimento de 48,2% em volume e 39% em valor, superando a China.
De janeiro a julho de 2025, Santa Catarina exportou 433,5 mil toneladas de carne suína, com receitas de US$ 1,07 bilhão, altas de 7,3% e 16,2% em relação ao mesmo período de 2024, correspondendo a mais de 51% do volume e valor das exportações nacionais. Segundo Alexandre Giehl, analista da Epagri/Cepa, a suinocultura responde por mais de 21% do valor da produção agropecuária catarinense, consolidando sua relevância econômica.
Avicultura fortalece PIB e exportações do estado
O setor avícola também apresenta desempenho robusto. Em 2024, o Brasil produziu 13,6 milhões de toneladas de carne de frango, crescimento de 2,4%. Santa Catarina se destacou, abateu 886,7 milhões de frangos, alta de 1,8% em relação ao ano anterior, e consolidou crescimento de 1,9% no período de julho/24 a junho/25 considerado no cálculo do PIB.
O estado é o segundo maior exportador de carne de frango do país, com participação de 22,6% nas receitas nacionais em 2024. As exportações cresceram 5,7% em volume e 0,2% em valor, com destaque para o Japão, principal destino, com 12,4% do total. Até julho de 2025, os embarques somaram 668,2 mil toneladas, rendendo US$ 1,37 bilhão, aumento de 0,3% em volume e 7,3% em valor frente ao mesmo período de 2024.
Segundo Alexandre Giehl, os resultados refletem a recuperação gradual das exportações, mesmo após restrições decorrentes de foco de influenza aviária (H5N1) no Rio Grande do Sul, em maio. “A manutenção de resultados positivos evidencia a solidez da produção e a retomada dos embarques catarinenses”, destaca.
Produção catarinense: fruto de políticas públicas e estrutura sanitária
Carlos Chiodini, secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, reforça a importância das políticas públicas e do trabalho conjunto de produtores, cooperativas e agroindústrias. “Santa Catarina reafirma seu protagonismo no agronegócio, gerando empregos e levando a excelência de nossa produção para o mundo”, afirma.
Com a suinocultura e avicultura sustentando crescimento econômico e exportações, a pecuária se consolida como um setor estratégico para o desenvolvimento do estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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