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Pecuária Sustentável: Combate à Resistência Antimicrobiana com Inovação e Manejo Responsável

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A resistência antimicrobiana e seus desafios para a pecuária

A resistência aos antimicrobianos (RAM) é, hoje, uma das maiores ameaças à saúde animal e humana, com sérias repercussões sobre a produtividade e a sustentabilidade da pecuária. Um estudo de 2024, publicado no periódico científico The Lancet, projeta que até 2050, mais de 39 milhões de pessoas poderão perder a vida devido à RAM. O Banco Mundial estima que o impacto econômico global da resistência pode alcançar até US$ 3,4 trilhões até 2030.

Na pecuária, onde o bem-estar animal está intrinsecamente ligado à segurança alimentar, o uso inadequado de antibióticos — seja sem prescrição veterinária ou para fins não terapêuticos — representa um risco considerável para toda a cadeia produtiva. Além de dificultar tratamentos eficazes, esse uso indiscriminado pode gerar perdas econômicas e comprometer a confiança do consumidor.

A Patrícia Nobre, gerente de Marketing e Produto da Zoetis, alerta que práticas como a administração de antibióticos sem prescrição, a interrupção precoce do tratamento e o uso preventivo ou como promotor de crescimento, vão contra as diretrizes nacionais e internacionais de sanidade e podem impactar diretamente a qualidade do rebanho, colocando em risco a saúde do consumidor final.

O uso responsável de antibióticos e suas implicações

O uso indiscriminado de antimicrobianos favorece a disseminação de microrganismos resistentes, o que compromete a segurança alimentar e coloca em risco a cadeia de suprimentos que abastece a população. Organizações como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) estão atentas a esse cenário e têm adotado diretrizes rigorosas para mitigar os riscos.

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No Brasil, o MAPA implementou o Programa de Vigilância e Monitoramento da Resistência aos Antimicrobianos no setor agropecuário, com o objetivo de identificar padrões e tendências de resistência em alimentos de origem animal. Já a OMSA lidera a campanha “Regra dos Cinco Somentes”, que propõe as seguintes recomendações para o uso de medicamentos:

  • Somente com prescrição veterinária: Evite a automedicação. O diagnóstico técnico é essencial.
  • Somente de fontes autorizadas: Garanta a origem e evite medicamentos falsificados.
  • Somente na dose e no tempo corretos: Respeite a bula e o período de carência para garantir a segurança alimentar.
  • Somente com boas práticas de manejo e higiene: A prevenção reduz a necessidade de medicamentos.
  • Somente quando necessário: Nem toda infecção exige antibióticos. O uso indiscriminado pode ser prejudicial.
Terramicina®: tradição e confiança na pecuária sustentável

A Zoetis tem sido uma aliada da pecuária no combate à RAM, promovendo o uso responsável de antibióticos. A empresa investe constantemente em iniciativas educativas e ações de campo para orientar pecuaristas, veterinários e técnicos sobre o uso correto de antibióticos. Patrícia Nobre destaca que “um tratamento eficaz começa com um diagnóstico preciso e deve seguir com a escolha do antibiótico adequado, respeitando a dose, o tempo de tratamento e o período de carência, garantindo, assim, a saúde dos animais e a segurança alimentar.”

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Com décadas de eficácia comprovada no tratamento de doenças infecciosas na bovinocultura, Terramicina® é um produto de referência no Brasil. Sua formulação segura, quando associada a boas práticas, mantém sua eficácia sem evidência significativa de desenvolvimento de resistência microbiana, mesmo após anos de uso contínuo.

Esse sucesso resulta de um ciclo de boas práticas: diagnóstico técnico, prescrição adequada, respeito às dosagens e ao período de carência. Com o uso orientado, Terramicina® se torna uma ferramenta de cuidados e não um fator de risco.

Uma parceria duradoura com a pecuária brasileira

Terramicina® não é apenas um medicamento, mas sim uma história de confiança construída ao lado de gerações de pecuaristas brasileiros. Essa parceria reflete o compromisso da Zoetis com uma pecuária mais sustentável, produtiva e segura. A empresa se empenha em promover o uso consciente de antimicrobianos, alinhando-se à missão global de combater a RAM e contribuindo para uma cadeia de produção mais responsável, pautada pelas melhores práticas sanitárias e ambientais.

Patrícia Nobre finaliza: “Nosso compromisso é fornecer soluções que protejam a saúde animal e garantam a segurança alimentar, sempre pensando no futuro da pecuária brasileira. O combate à resistência microbiana é uma responsabilidade compartilhada entre a indústria, autoridades sanitárias, veterinários e produtores — e estamos liderando esse movimento com ciência e tradição.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fenasul Expoleite 2026 abre inscrições para búfalos e projeta crescimento da participação de criadores

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Inscrições abertas para participação de búfalos na Fenasul Expoleite

Estão abertas as inscrições para a participação de búfalos na Fenasul Expoleite 2026, que será realizada entre os dias 13 e 17 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O prazo para inscrição segue até o dia 28 de abril e deve ser realizado junto à Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu).

A expectativa da organização é ampliar o número de criadores participantes em relação à edição anterior, fortalecendo a presença da bubalinocultura dentro da feira.

Preparação nas propriedades impulsiona registros genealógicos

O movimento de preparação para o evento já está em andamento nas propriedades rurais. Produtores têm intensificado os registros genealógicos dos animais, etapa essencial para viabilizar a participação na exposição.

Esse processo permite a inclusão dos búfalos no controle produtivo, além de habilitar os animais para avaliações técnicas durante a programação da feira.

Crescimento da atividade é destaque nesta edição

De acordo com a presidente da Ascribu, Desireé Möller, a procura neste ciclo já demonstra um cenário de expansão da atividade dentro do evento.

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Segundo a dirigente, o volume de animais em processo de registro tem chamado atenção, com ações realizadas em propriedades do interior e previsão de novos registros, incluindo animais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com foco especial na produção leiteira.

Controle produtivo fortalece qualidade dos rebanhos

O avanço nos registros genealógicos contribui diretamente para a qualificação da participação dos animais na feira. A partir desses dados, é possível acompanhar indicadores importantes, como ganho de peso e desempenho na produção de leite.

Essas informações auxiliam os produtores na tomada de decisão e favorecem a evolução genética e produtiva dos rebanhos.

Feira amplia visibilidade da bubalinocultura

Além do aspecto técnico, a participação na Fenasul Expoleite também representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade da atividade no campo.

A criação de búfalos é apresentada como uma alternativa viável para diversificação da produção rural, podendo ser adotada tanto como atividade principal quanto complementar, especialmente na produção de leite.

Evento integra calendário agropecuário do Rio Grande do Sul

A Fenasul Expoleite reúne diferentes cadeias da pecuária e faz parte do calendário oficial do setor agropecuário do Rio Grande do Sul. A programação inclui atividades técnicas, julgamentos e ações voltadas à produção leiteira.

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A entrada para o público é gratuita durante todos os dias do evento, reforçando o objetivo de aproximar produtores, técnicos e a sociedade do setor produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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