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Portos do Sul registram alta de 22,3% na movimentação de contêineres em janeiro de 2026
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A movimentação de contêineres nos portos da região Sul do Brasil apresentou forte crescimento em janeiro de 2026, consolidando o dinamismo logístico e industrial da região. O volume de cargas conteinerizadas avançou 22,3% no período, alcançando 4,9 milhões de toneladas e representando mais de um terço de toda a carga movimentada no mês.
Os dados são do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, que apontam ainda uma movimentação total de 13,9 milhões de toneladas nos portos sulistas no período.
Crescimento dos contêineres impulsiona desempenho portuário
Apesar de uma leve variação no volume total em comparação com o mesmo período anterior, o desempenho positivo das cargas conteinerizadas foi determinante para sustentar os resultados da região.
Esse tipo de carga, que possui maior valor agregado, está diretamente ligado ao transporte de produtos industrializados, insumos e bens de consumo, refletindo o aquecimento da economia e a diversificação das cadeias produtivas.
Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o crescimento indica maior integração do Brasil ao comércio internacional.
“O avanço das cargas conteinerizadas demonstra um país mais dinâmico, com maior circulação de produtos industrializados e integração às cadeias globais, resultado dos investimentos em infraestrutura portuária”, destacou.
Principais portos do Sul lideram movimentação
A região Sul concentra alguns dos principais complexos portuários do país, com destaque para o Porto de Paranaguá e o Porto de Itajaí.
Em janeiro, o Porto de Paranaguá liderou a movimentação entre os portos públicos, com 4,7 milhões de toneladas, seguido pelo Porto de Rio Grande, que registrou 1,9 milhão de toneladas.
Além dos portos públicos, terminais privados desempenham papel estratégico na logística regional, como o Porto Itapoá e a Portonave, ampliando a capacidade operacional e a competitividade.
Tipos de carga: petróleo e fertilizantes também se destacam
Além dos contêineres, outros segmentos relevantes contribuíram para o desempenho portuário da região.
O transporte de petróleo e derivados somou 2,5 milhões de toneladas, enquanto os fertilizantes atingiram 1,3 milhão de toneladas — insumos essenciais tanto para a indústria quanto para o agronegócio.
Mesmo com recuos pontuais em granéis sólidos e carga geral, a navegação de longo curso cresceu 7,2%, enquanto a cabotagem avançou 3,7%, evidenciando o fortalecimento das rotas marítimas e maior circulação de mercadorias.
Investimentos em infraestrutura ampliam capacidade logística
Os resultados positivos registrados no início de 2026 refletem um ciclo recente de investimentos em infraestrutura portuária na região Sul, voltado à modernização e aumento da eficiência.
No Porto de Paranaguá, a ampliação do calado e as ações contínuas de dragagem já permitem a operação de navios maiores e mais carregados, gerando ganhos de produtividade e redução de custos logísticos.
O terminal também registrou recentemente a maior operação de cevada já realizada em uma única embarcação, com 50 mil toneladas movimentadas.
Outro destaque é a concessão do canal de acesso ao porto, que prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos, destinados à dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária. A iniciativa deve ampliar o calado para até 15,5 metros, aumentando a capacidade operacional.
Além disso, projetos estruturantes como o Moegão devem elevar em cerca de 60% a capacidade ferroviária do terminal, melhorando o escoamento de cargas.
Novos projetos devem impulsionar crescimento no Sul
No Rio Grande do Sul, o arrendamento do terminal POA26, no Porto de Porto Alegre, também deve contribuir para ampliar a movimentação e atrair novos investimentos.
A expectativa é de crescimento da capacidade operacional nos próximos anos, reforçando o papel estratégico da região Sul na logística nacional e no comércio exterior.
Logística portuária reforça competitividade do Brasil
O avanço das cargas conteinerizadas e os investimentos em infraestrutura indicam um cenário de fortalecimento da logística portuária brasileira.
Com maior eficiência, capacidade operacional e integração aos mercados globais, os portos da região Sul seguem ganhando relevância no escoamento da produção e no suporte ao crescimento econômico do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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