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Ramax-Group amplia produção para atender retomada de Israel às importações de carne bovina
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Exportações para Israel são retomadas
Após o período das “Três Semanas”, no qual o consumo de carne é evitado por tradições religiosas no calendário judaico, Israel voltou a importar carne bovina do Brasil em 28 de outubro. Durante esse intervalo, entre 13 de julho e 3 de agosto, os abates certificados como kosher no Brasil são suspensos, pois os rabinos responsáveis pelo processo entram em férias em sinal de respeito à tradição.
Com o fim do período, os embarques foram retomados, abrindo oportunidades significativas para empresas preparadas para atender às exigências do mercado israelense.
Ramax-Group se destaca no mercado kosher
Entre as companhias habilitadas para exportar, a Ramax-Group se destaca por sua experiência e certificação para atender às normas rigorosas do mercado israelense. O CEO da multinacional, Magno Alexandre Gaia, comenta:
“O mercado israelense possui características muito específicas, com forte tradição religiosa. Somos certificados e adaptados a essa modalidade.”
Para atender à demanda crescente, a empresa está ampliando a capacidade de abate em sua unidade frigorífica recém-assumida em Paragominas, no Pará, passando de 350 para 500 cabeças abatidas por dia, com previsão de atingir em novembro o melhor resultado de sua história.
Além disso, a Ramax-Group proporciona aos pecuaristas da região acesso a um mercado estratégico em expansão, conectando produção local a oportunidades globais.
Expansão estratégica e presença global
A Ramax-Group, fundada em 2017, é uma multinacional brasileira com atuação em mercados estratégicos nas Américas, Ásia, Oriente Médio e África. A empresa se diferencia por seu modelo de negócios reverso, iniciando pela exportação e avançando para a produção, e por transformar pecuaristas brasileiros em players globais.
Atualmente, a companhia possui cinco unidades frigoríficas em Mato Grosso, Pará, Goiás e São Paulo, e projeta receitas de cerca de R$ 3 bilhões em 2025. Seu foco estratégico é consolidar operações de forma sustentável e expandir a presença internacional, especialmente em mercados exigentes como Israel e China.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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