AGRONEGOCIOS
Safra de grãos se mantém em nível recorde e soja sustenta projeção
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estatal vinculada ao Ministério da Agricultura responsável por acompanhar o abastecimento e as estimativas de produção agrícola do país, manteve o Brasil em patamar histórico de produção. No quinto levantamento da safra 2025/26, a projeção ficou em 353,37 milhões de toneladas de grãos.
O número praticamente repete o relatório anterior, mas teve leve ajuste para cima após revisão de produtividade, sobretudo na soja. A área plantada total foi estimada em 83,25 milhões de hectares, alta de 1,9%, enquanto o rendimento médio nacional caiu um pouco, para 4.244 kg por hectare — movimento comum quando há expansão de área para regiões novas.
A colheita já começou. Durante o período da pesquisa, 38% do feijão de primeira safra já havia sido colhido, além de 7% da soja, 9,3% do milho verão e cerca de 1% do arroz. Ao mesmo tempo, produtores iniciam o plantio da segunda safra, enquanto as culturas de inverno devem começar a semeadura a partir de março.
A soja continua sendo o principal motor da produção agrícola brasileira. A expectativa passou para 177,9 milhões de toneladas, 3,8% acima do ciclo anterior, consolidando o país como maior produtor mundial do grão. A área semeada chega a 48,4 milhões de hectares e o clima, até aqui, tem favorecido o desenvolvimento das lavouras.
Para o milho, somando as três safras, a produção prevista é de 138,4 milhões de toneladas, 1,9% abaixo da temporada passada. Apesar da expansão de área para 22,5 milhões de hectares, houve ajuste negativo de produtividade.
Entre as demais culturas, o algodão deve produzir 3,8 milhões de toneladas de pluma, queda de 6,7% com a redução de área. O arroz deve atingir 10,9 milhões de toneladas, retração puxada principalmente pela diminuição do plantio. O feijão tem previsão de 2,96 milhões de toneladas, também ligeiramente menor que no ciclo anterior.
O trigo, cujo plantio começa em abril, aparece com estimativa de 6,9 milhões de toneladas, enquanto o sorgo segue em expansão e pode chegar a 6,69 milhões de toneladas, alta de 9,7%.
Com a colheita avançando e a segunda safra já em implantação, o país caminha para mais um ano de grande oferta agrícola — base para exportações elevadas, sustentação do abastecimento interno e impacto direto na renda das regiões produtoras.
Fonte: Pensar Agro
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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