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São Paulo consolida posição entre os maiores produtores de manga do Brasil
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Manga lidera exportações de frutas frescas brasileiras em 2024
A manga se firmou como a fruta fresca mais exportada pelo Brasil em 2024, segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa). Com alto valor nutricional, sabor marcante e benefícios à saúde, a fruta conquistou o mercado interno e externo, tornando-se um dos produtos de maior destaque na fruticultura nacional.
O desempenho da manga reforça o papel estratégico das frutas na produção agropecuária e nas exportações do país, contribuindo significativamente para a balança comercial do setor.
São Paulo ocupa a terceira posição no ranking nacional de produção
O estado de São Paulo vem ganhando protagonismo no cultivo de manga. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023 o estado ocupava a terceira colocação no ranking nacional, com 212.225 toneladas colhidas, o que representa 12,1% da produção brasileira.
Esse desempenho coloca São Paulo entre os principais estados produtores da fruta, consolidando sua participação na cadeia de valor da cultura.
Regiões centrais concentram a maior parte da produção paulista
De acordo com levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), órgãos ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a produção da fruta está concentrada em algumas regiões:
- Região Central: 2,4 milhões de toneladas
- Ribeirão Preto: 2,1 milhões de toneladas
- São José do Rio Preto: 750,7 mil toneladas
- Barretos: 655,5 mil toneladas
Essas quatro regiões foram responsáveis por 82,8% da produção total de manga em São Paulo em 2024, demonstrando forte concentração regional e vocação produtiva.
Fruta gera quase meio bilhão de reais na economia paulista
Além de seu desempenho expressivo em volume, a manga também tem um peso relevante no valor da produção agrícola paulista. Em 2024, a cultura movimentou aproximadamente R$ 489 milhões, ocupando a sexta posição entre as frutas frescas com maior valor de produção no estado.
Fruta tropical de origem asiática se destaca pelo valor nutricional
Originária do continente asiático, a manga é cultivada em larga escala nas regiões tropicais, como o Brasil. Seu sabor adocicado, versatilidade culinária e benefícios à saúde aumentam a demanda tanto no mercado nacional quanto internacional.
A fruta é rica em fibras, vitaminas e antioxidantes, fatores que, aliados ao seu crescente reconhecimento global, fortalecem sua presença entre os principais produtos da fruticultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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