AGRONEGOCIOS
Semana Internacional do Café 2025 terá recorde de expositores e presença global
AGRONEGOCIOS
A 13ª edição da Semana Internacional do Café (SIC) acontece de 5 a 7 de novembro de 2025, no Expominas, em Belo Horizonte (MG), e chega com números inéditos. O evento terá 240 expositores, crescimento de 50% em relação ao ano passado, ocupando uma área de 20 mil m². A expectativa é de receber 25 mil visitantes de mais de 40 países e gerar uma movimentação econômica estimada em R$ 150 milhões.
O tema desta edição será “Café em Transformação – Inovação, Sustentabilidade e Oferta do Mercado Global”, refletindo os principais debates do setor.
Governo e entidades destacam importância estratégica da feira
O anúncio oficial foi feito em 1º de outubro, Dia Internacional do Café, pelo Governo de Minas Gerais, o Sistema Faemg Senar, o Sebrae Minas e a Espresso Company, responsáveis pela organização.
Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas, Thales Fernandes, a SIC já é considerada um evento estratégico para a cadeia produtiva.
“O encontro se consolidou como espaço para negócios, parcerias e tendências. Minas, que é um dos maiores produtores mundiais, busca constantemente ampliar a qualidade, conquistar novos mercados e difundir tecnologias para uma produção cada vez mais sustentável”, destacou.
O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, ressaltou o protagonismo do estado na cafeicultura.
“Minas responde por 47% da produção nacional, com 26 milhões de sacas ao ano. A SIC é um espaço de diálogo e conexão que fortalece e valoriza o setor mineiro e brasileiro”, afirmou.
Já o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, destacou que o futuro do café passa por inovação.
“Nosso compromisso é preparar produtores e pequenos negócios para desafios que vão além da xícara, envolvendo gestão, origem e acesso ao mercado”, disse.
Espaço para negócios, conhecimento e inovação
Desde a primeira edição, em 2013, o Governo de Minas mantém participação ativa no evento. Em seu estande institucional, técnicos do Sistema Agricultura estarão disponíveis para orientar sobre produção, políticas públicas e programas como o Certifica Minas Café, primeiro selo governamental de certificação de propriedades cafeeiras no Brasil.
A programação também inclui:
- Rodadas de negócios;
- Salas de cupping (degustação técnica de cafés);
- Competições oficiais;
- Prêmio Coffee of the Year, que elege os melhores cafés da safra;
- Expresso Design, concurso que reconhece as melhores embalagens.
No último dia, o evento será aberto ao consumidor final, que terá a oportunidade de conhecer de perto toda a cadeia produtiva do café.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A Palavra Aberta
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet2 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé

