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Setor brasileiro de fertilizantes fica fora da nova tarifa dos EUA e evita impactos imediatos

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Nova tarifa dos EUA atinge diversos produtos brasileiros, mas exclui fertilizantes

No dia 31 de julho, o governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma tarifa extra de 40% sobre uma série de produtos importados do Brasil. A medida, que visa proteger a indústria americana, passa a valer uma semana após sua publicação e, em alguns casos, eleva a carga tributária total para até 50%.

No entanto, uma análise da consultoria GlobalFert revelou que os fertilizantes usados na agricultura brasileira ficaram de fora dessa nova taxação, evitando impactos diretos ao setor.

Fertilizantes essenciais ficam isentos da nova taxação

Produtos à base de nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), além de micronutrientes como boro, zinco, enxofre e magnésio, não sofrerão a sobretaxa adicional. Também seguem isentos compostos como hidróxido de potássio, sulfatos de zinco, manganês e magnésio, além de materiais industriais com uso agrícola, como silício técnico e óxido de alumínio.

A exclusão destes itens da lista tarifária foi possível graças à aplicação rigorosa da classificação pelo código HTSUS (Harmonized Tariff Schedule of the United States), que determina quais produtos estão sujeitos a impostos, cotas ou exceções.

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Comércio entre Brasil e EUA no setor é pouco expressivo

Segundo dados da GlobalFert, os Estados Unidos não representam um parceiro comercial relevante para o Brasil no segmento de fertilizantes. Nos últimos cinco anos, apenas 0,4% das exportações brasileiras de fertilizantes NPK tiveram os EUA como destino.

Do lado das importações, os fertilizantes americanos corresponderam a cerca de 1% do total recebido pelo Brasil, com uma leve queda para 0,7% no primeiro semestre de 2025.

Setor de fertilizantes brasileiro evita efeitos diretos do tarifaço

Com a manutenção da isenção para fertilizantes e produtos relacionados, o segmento agrícola brasileiro evita pressões imediatas causadas pela nova política tarifária dos Estados Unidos. Isso contribui para preservar a competitividade da agricultura nacional e garante a continuidade do abastecimento de insumos essenciais para a próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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