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Solução nutricional integrada eleva em até uma arroba o peso da carcaça bovina

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Uma solução nutricional completa para bovinos de corte em confinamento pode aumentar em até uma arroba o peso da carcaça e gerar retorno financeiro superior ao produtor. Essa é a principal conclusão de um estudo publicado na revista científica Tropical Animal Health and Production, conduzido pelo professor Ivanor Nunes do Prado, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com a Alltech, multinacional especializada em nutrição animal e vegetal.

A pesquisa avaliou os efeitos do uso do produto Advantage® Confinamento, composto por microminerais orgânicos, levedura e um adsorvente de micotoxinas, em associação ao uso de um aditivo ionóforo. O resultado foi um desempenho animal superior, com ganhos significativos em peso corporal, ganho médio diário, conversão alimentar, peso e rendimento de carcaça, além de melhoria na espessura da gordura.

Segundo o doutor Luiz Fernando Costa e Silva, gerente técnico da Alltech no Brasil e coautor do estudo, animais que receberam a dieta com o Advantage Confinamento em conjunto com ionóforo apresentaram peso de carcaça até uma arroba superior ao dos bovinos alimentados exclusivamente com ionóforo. “Esse é um dado relevante, pois impacta diretamente na rentabilidade do confinador. O estudo mostra que a combinação pode aumentar em até 25% o retorno financeiro, em comparação com dietas contendo apenas ionóforos”, destaca.

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Formulação prática e benefícios estratégicos

O Advantage Confinamento é uma solução prática, que dispensa a adição suplementar de microminerais na formulação da dieta. O produto é composto por 100% de microminerais orgânicos, que favorecem a imunidade do animal, além de uma cepa de levedura selecionada para maximizar a digestibilidade e otimizar o ambiente ruminal. Outro diferencial é o Mycosorb® A+, adsorvente de micotoxinas de amplo espectro. “Trata-se de um produto desenvolvido para oferecer suporte integral ao desempenho do animal, com foco em eficiência e rentabilidade para o produtor”, explica Costa e Silva.

Resultados expressivos em desempenho animal

A pesquisa revelou que os bovinos que consumiram a dieta com Advantage Confinamento e ionóforo atingiram peso corporal médio de 558,7 kg, frente a 529,3 kg dos animais alimentados apenas com ionóforo e 514,6 kg do grupo controle, que não recebeu nenhum aditivo. O ganho médio diário de peso também foi superior: 2,02 kg/dia, contra 1,72 kg/dia (ionóforo) e 1,57 kg/dia (controle).

Além disso, os animais tratados com Advantage Confinamento apresentaram melhor conversão alimentar, maior peso de carcaça (317,2 kg) e espessura de gordura subcutânea, quando comparados aos grupos que receberam apenas ionóforo (301,8 kg) ou nenhuma suplementação (295,7 kg). “Esses ganhos reforçam o potencial da nutrição de precisão para maximizar o desempenho do rebanho e os resultados financeiros da atividade”, ressalta o pesquisador.

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Vantagens para a indústria e o consumidor

Os benefícios da solução nutricional também se estendem à indústria frigorífica e ao consumidor final. Conforme o estudo, as carcaças dos animais que receberam Advantage Confinamento apresentaram menor perda por gotejamento, ou seja, maior retenção de água desde o abate até o consumo, o que melhora a qualidade e a apresentação da carne.

Costa e Silva salienta que a espessura adequada da gordura subcutânea é fundamental para preservar características sensoriais como maciez e suculência. Além disso, o tratamento foi o único a demonstrar melhora no marmoreio – gordura entremeada ao músculo – e a conferir formato mais arredondado ao contrafilé, aspecto valorizado pelo consumidor por estar associado à percepção de um corte premium.

Resultado para toda a cadeia produtiva

“Em resumo, o uso do Advantage Confinamento permite ao produtor obter maior retorno sobre o investimento com ganho adicional de peso. Simultaneamente, a indústria reduz perdas no processamento e o consumidor tem acesso a uma carne de melhor qualidade”, conclui Costa e Silva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico

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O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.

Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história

O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.

A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.

Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras

Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.

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A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.

Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento

A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.

Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.

Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas

Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.

O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.

Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.

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Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.

As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.

Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior

Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.

Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.

“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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