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Trigo no RS: Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

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Lavouras de trigo entram em fase reprodutiva

Segundo o último Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (14/08), as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul iniciaram o período reprodutivo. Atualmente, 4% da área cultivada está em florescimento, enquanto 96% permanece em desenvolvimento vegetativo.

A combinação de chuvas regulares desde o segundo decêndio de julho, períodos de alta radiação solar e baixas temperaturas tem proporcionado condições ideais para o crescimento das plantas.

Saúde das plantas e densidade populacional

As lavouras apresentam coloração verde intensa e estande próximo ao ideal por metro quadrado. O número de afilhos por planta é superior ao observado na safra de 2024, indicando maior potencial de espigamento e produtividade final.

Em áreas que enfrentaram dificuldades no estabelecimento inicial, o desenvolvimento vegetativo mostra sinais de recuperação, beneficiado pela umidade adequada do solo para o perfilhamento.

Adubação e manejo nutricional

Os produtores estão concluindo a adubação nitrogenada em cobertura, etapa essencial para atender a demanda nutricional durante o alongamento do colmo e a preparação para o florescimento.

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Controle fitossanitário e manejo de plantas daninhas

O estado fitossanitário das lavouras é considerado excelente, sem ocorrência relevante de pragas ou doenças, o que diminui a necessidade de intervenções corretivas. O manejo de plantas daninhas está sendo realizado dentro do período recomendado, evitando competição por água e nutrientes.

As aplicações preventivas de fungicidas seguem o calendário fitossanitário, com atenção especial às doenças foliares e à giberela, principalmente nas áreas que já iniciaram a floração.

Área cultivada e estimativa de produtividade

A Emater/RS-Ascar projeta que a área cultivada com trigo no Estado alcance 1.198.276 hectares, com produtividade estimada em 2.997 quilos por hectare.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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