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Uberaba lidera produção de cana-de-açúcar no Brasil, segundo IBGE

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Uberaba mantém liderança na cana-de-açúcar

A cidade de Uberaba (MG) segue como referência nacional no setor sucroenergético, impulsionada pela presença de grandes usinas e pela expansão das áreas de cultivo. O desempenho do município confirma sua força em um cenário no qual a cana-de-açúcar voltou a valorizar-se, mesmo com a queda da safra nacional devido a fatores climáticos e queimadas em canaviais.

Segundo dados do IBGE, a cana manteve a segunda posição entre os principais produtos agrícolas do Brasil. Em 2024, o setor movimentou R$ 105 bilhões, alta de 3% em relação a 2023, enquanto a produção caiu 2,9%, totalizando 759,7 milhões de toneladas.

O crescimento do setor foi sustentado pelo aumento da demanda por etanol, enquanto o açúcar enfrentou retração no mercado internacional.

Minas Gerais reforça protagonismo agrícola

O estado de Minas Gerais superou o Paraná e ocupa agora a terceira posição no ranking nacional em valor de produção agrícola, movimentando R$ 86,6 bilhões em 2024, equivalente a 11,1% do total brasileiro. O crescimento em relação a 2023 foi de 6,9%.

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Diversos municípios contribuem para a representatividade do estado:

  • Patrocínio: maior produtor de café arábica do Brasil;
  • Perdizes: líder na produção de batata-inglesa;
  • Rio Paranaíba: destaque na produção de alho e abacate;
  • Campanha: maior produtor nacional de tangerina.
Protagonismo econômico de Uberaba e Minas Gerais

Com Uberaba no topo da produção de cana e a diversidade agrícola distribuída por várias regiões, Minas Gerais consolida sua importância no setor agropecuário e reforça seu peso na economia nacional, mostrando capacidade de crescimento mesmo diante de desafios climáticos e de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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