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Curso prepara bombeiros para atuarem como instrutores de combate a incêndios em ambientes fechados
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Brasília, 30/07/2025 – Bombeiros militares de nove estados participam, até sexta-feira (1º), da 3ª edição do Curso de Comportamento do Fogo em Compartimentos — Nível Multiplicador. Eles estão sendo preparados para serem instrutores em suas corporações de origem sobre técnicas de controle do fogo em ambientes fechados, como interior de apartamentos, de veículos, de edifícios. O objetivo é tornar a atuação mais ágil e os salvamentos cada vez mais eficazes.
A capacitação ocorre no Centro de Treinamento Operacional do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, em Brasília (DF), e teve início em 21 de julho. Ela é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com o Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil.
Com carga horária de 80 h/a, o curso aprofunda conhecimentos sobre as ciências do fogo, técnicas de combate direto e indireto a incêndios, salvamento de vítimas em áreas de difícil acesso e estratégias de ventilação para dispersar a fumaça. As aulas práticas ocorrem em simuladores construídos com oito contêineres, onde a temperatura pode ultrapassar os 800 °C.
A turma é formada por 16 bombeiros militares vindos de Alagoas (AL), Espírito Santo (ES), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Paraíba (PB), Rio Grande do Norte (RN), Santa Catarina (SC), Sergipe (SE) e São Paulo (SP). Nas duas edições anteriores foram capacitados 35 profissionais.
Segundo a diretora substituta de Ensino e Pesquisa da Senasp, Carolina Taboada, o curso é essencial diante do crescimento e da complexidade dos incêndios urbanos. “É fundamental termos um treinamento específico que permita resposta rápida e segura, garantindo a proteção tanto da população quanto dos bombeiros”, afirmou.
Vindes aprender, ides ensinar
A possibilidade de trocar experiências com profissionais de vários estados e ampliar conhecimentos teóricos e práticos são alguns dos diferenciais destacados pelos participantes do curso.
“Aliamos o que há de mais avançado na Europa, na Austrália e nos Estados Unidos para desenvolver a nossa doutrina. Além de ensinar, aprendemos com os colegas de outros estados”, declarou o coordenador do curso e subtenente do Corpo de Bombeiros Militar do DF, Charleston Muniz.
Ex-aluno da primeira edição, o major do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás Diego de Almeida Ferreira agora atua como instrutor. Para ele, a troca de experiências e a atualização constante são fundamentais. “Sempre aprendemos um pouco mais. Essa integração nos permite padronizar os protocolos e elevar o nível de preparo das corporações em todo o País”, disse.
A primeira-tenente do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba Marcela Melquíades Rangel reforçou o impacto positivo da formação. “Aprendemos desde as funções mais simples até as mais complexas para poder ensinar nossos colegas. É um curso técnico de alto nível, com ganhos diretos para os bombeiros e, principalmente, para a população brasileira.”
O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Pará Aluiz Rodrigues considera o curso um marco. “É um ápice na formação em combate a incêndios. Os instrutores têm experiência internacional e nos oferecem técnicas atualizadas e metodologias eficazes de ensino. Voltamos prontos para repassar os conhecimentos com excelência”, ressaltou ele.
BRASIL
Edital cria rede nacional de pesquisa em Educação Especial Inclusiva
nstituído oficialmente no Brasil pela Lei Federal nº 11.133/2005, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado no dia 21 de setembro, marca a mobilização histórica pela garantia de direitos, acessibilidade e combate ao capacitismo na sociedade. A data reforça a necessidade contínua de políticas públicas voltadas à participação plena e com dignidade de pessoas com todos os tipos de deficiência. No contexto educacional, o Ministério da Educação (MEC) atua para aplicar a igualdade de direitos na prática cotidiana da rede pública de ensino.
O MEC, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), e em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), está com inscrições abertas para o Edital Conjunto nº 5/2026 para a implementação do Observatório da Educação Especial Inclusiva (Obeduc-EI). A iniciativa destinará recursos de custeio, capital e bolsas de pesquisa ao longo de 36 meses, com o objetivo de estruturar uma central de monitoramento da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI).
O coordenador-geral de Avaliação, Monitoramento e Fortalecimento da Política de Diversidade da Secadi, Francisco Moraes da Costa Marques, destacou que a educação inclusiva no Brasil percorre um caminho estratégico e que o Obeduc-EI atuará como a central de inteligência, bússola e orientação ao longo do processo. Marques ressaltou ainda que a missão do observatório é aproximar a produção científica das necessidades da sala de aula, substituindo diagnósticos isolados por indicadores nacionais capazes de nortear a tomada de decisão de estados e municípios.
Estrutura em rede – O Observatório integra a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei) e será composto por redes regionais formadas por Instituições Públicas de Ensino Superior (IES) em todo o país. Essa arquitetura garante capilaridade no levantamento de dados quantitativos e qualitativos, uma vez que envolve pesquisadores multidisciplinares, estatísticos, gestores e professores da educação básica.
Ao analisar o edital, é possível aferir que a atuação do Obeduc-EI organiza-se em quatro eixos centrais de implementação:
- Acompanhar e Medir (Gerar Dados Reais): elaboração de indicadores de aprendizagem e de qualidade da oferta escolar para mapear a inclusão efetiva de estudantes nas turmas comuns e no Atendimento Educacional Especializado (AEE).
- Conectar Mundos: integração direta entre os programas de pós-graduação das universidades públicas, secretarias de educação estaduais e municipais, e o ecossistema escolar local.
- Criar Materiais e Treinamentos: formulação de cadernos de orientação, dados abertos e tecnologias pedagógicas acessíveis para o ambiente escolar e familiar.
- Formar Pessoas: capacitação continuada de profissionais da rede pública e concessão de bolsas acadêmicas em diversos níveis de formação.
Valorização Profissional – Para assegurar o suporte técnico às equipes, a Capes concederá modalidades de bolsa mensal aos integrantes de acordo com o programa de pesquisa:
- Pós-Doutorando: R$ 5.300
- Doutorando: R$ 3.100
- Coordenador Geral / Mestrando: R$ 2.100
- Coordenador Local: R$ 2.000
- Professor Pesquisador: R$ 1.800
- Professor da Educação Básica: R$ 1.100
- Graduando (Iniciação Científica): R$ 700
Prazos de Submissão de Propostas – A inscrição no processo seletivo pode ser realizada por docentes ou doutores vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu em Educação ou Ensino de IES públicas, a fim de representar a instituição. O coordenador da Secadi, Francisco Marques, fez um alerta aos pesquisadores e às instituições para que não deixem a articulação e o envio das propostas para a última hora, tendo em vista a complexidade da constituição das redes de trabalho.
As propostas devem ser submetidas, exclusivamente, por meio do Sistema de Inscrições da Capes (SiCapes) até o dia 5 de outubro de 2026. O resultado final da seleção está previsto para ser divulgado em 12 de novembro de 2026, com início imediato das atividades. Dúvidas técnicas e consultas sobre o certame podem ser encaminhadas ao e-mail institucional do programa.
- Prazo final de inscrição: 5 de outubro de 2026
- Link para submissão: inscrição.capes.gov.br
- Contato oficial: [email protected]
Com a articulação entre ciência, universidades públicas e redes de ensino, a implementação do Obeduc-EI visa garantir que a produção de dados e o acompanhamento técnico cheguem ao cotidiano da sala de aula, fortalecendo a consolidação da educação especial inclusiva como realidade de aprendizagem e permanência para todos os estudantes do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



