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Ministério do Turismo e BID abrem seleção para empresas contribuírem com o planejamento do turismo sustentável no Baixo Tapajós

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O Ministério do Turismo, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), está selecionando empresas interessadas em revisar o Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável (PDITS) da Região do Baixo Tapajós. O objetivo do plano é estabelecer diretrizes atualizadas para impulsionar o turismo sustentável nos municípios de Santarém e Belterra, no estado do Pará.

Reconhecida pelo alto potencial turístico, a região oferece experiências genuinamente amazônicas, com forte integração entre comunidades locais e o meio ambiente. Entre os atrativos, destacam-se praias de água doce, atividades náuticas, artesanato e uma gastronomia premiada.

A atualização do plano prevê um diagnóstico completo da situação atual e a elaboração de estratégias alinhadas às novas dinâmicas do setor e à realidade local. A proposta baseia-se em dados atualizados, diretrizes governamentais, responsabilidade socioambiental e, sobretudo, na participação ativa das comunidades locais e tradicionais.

“Essa ação, liderada pelo Ministério do Turismo, vai beneficiar diretamente o povo e as raízes da região, valorizando culturas e saberes tradicionais, promovendo o turismo cultural e comunitário. Além disso, tem enorme potencial de gerar e distribuir renda, estimular novos negócios, melhorar a infraestrutura local e, sempre, preservar o meio ambiente e a sustentabilidade da atividade turística”, destacou o ministro do Turismo, Celso Sabino.

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A iniciativa, que será coordenada pelo BID, terá como pilares a participação ativa das comunidades tradicionais envolvidas (ribeirinhos, indígenas e quilombolas da região); a compreensão da realidade local dos municípios; uma metodologia de validação coletiva e abordagem territorial integrada e sustentável.

“Os dados e estratégias gerados pela consultoria serão fundamentais para a construção de um diagnóstico e planos de ação realistas, integrados, inclusivos e benéficos para toda a região”, reforçou o ministro.

QUEM PODE PARTICIPAR?

Podem se candidatar empresas de consultoria de países membros do BID, bem como consórcios ou joint ventures com experiência comprovada nas seguintes áreas:

• Planejamento turístico sustentável
• Diagnóstico territorial e socioeconômico
• Governança interinstitucional
• Desenvolvimento de estratégias de turismo sustentável

COMO PARTICIPAR?

Empresas interessadas devem se inscrever até o dia 30 de maio, às 18h (horário de Brasília), exclusivamente pelo Portal BEO do BID, AQUI.  (Seleção RG-T4102-P002).

A REGIÃO

O Baixo Tapajós, que abrange os municípios de Santarém e Belterra, está estrategicamente localizado entre Belém e Manaus, no coração do Rio Amazonas. A região se destaca pela rica diversidade cultural e natural, com forte presença de etnias indígenas, tradições como a festa do Sairé, o artesanato tapajônico e a culinária amazônica, além de paisagens marcadas pela Floresta Amazônica, Cerrado e grandes bacias hidrográficas.

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Por Fábio Marques

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Indústria brasileira está pronta para receber novos investimentos espanhóis, diz ministro

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Após dois dias de encontros com representantes do governo e empresários da Espanha para fortalecer parcerias em diversos setores, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que a Nova Indústria Brasil (NIB) está pronta para receber novos investimentos de grupos espanhóis nas seis missões da política industrial. O ministro integra a delegação brasileira em missão oficial à Europa, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco no fortalecimento de parcerias diplomáticas e econômicas.

Em reunião com empresários brasileiros e espanhóis , liderada pelo Presidente Lula, o ministro falou das amplas possibilidades de expansão do investimento espanhol no Brasil . “Ouvindo as senhoras e os senhores, eu fico imaginando que a NIB foi feita sob medida para a capacidade de investimento e de realização que têm os grupos econômicos espanhóis. A NIB é baseada em agroindústria, em infraestrutura, mobilidade, saneamento, em complexo econômico e industrial da saúde, transição digital, telecomunicações, na indústria da defesa e na bioeconomia. Ou seja, exatamente em torno de setores noticiados nessa mesa”, disse o ministro na sexta-feira (17/04) durante cúpula empresarial Brasil-Espanha, que também contou com  a participação .

Lançada em 2024, a Nova Indústria Brasil está estruturada em seis missões que buscam enfrentar desafios sociais a partir do desenvolvimento industrial. Um exemplo é a missão 2, voltada ao fortalecimento do complexo econômico-industrial da saúde, com foco no atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).

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Para o financiamento de iniciativas, o governo federal criou o Plano Mais Produção, que prevê R$ 713,3 bilhões em recursos entre 2023 e 2026. Até o fim de 2025, já foram aprovados R$ 653 bilhões para projetos que impulsionam o desenvolvimento industrial.

Cenário seguro para investimentos

Márcio Elias Rosa destacou que o Brasil reúne tem segurança jurídica, estabilidade política e previsibilidade econômica, três atributos relevantes para a realização de investimentos pelo setor privado. “Indicadores sociais, indicadores econômicos mostram que no Brasil de hoje nós temos estabilidade econômica ou previsibilidade econômica, com exceção da taxa de juros, que é um problema gravíssimo, porque afugenta o investimento ou torna mais difícil a obtenção de crédito. O fato é que a inflação, o câmbio e outros indicadores macroeconômicos são extremamente positivos”, avaliou.

A entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia é um dos temas centrais dos encontros dessa missão presidencial.  O ministro ressaltou o apoio do governo espanhol à aprovação do acordo na União Europeia e destacou a importância de fortalecer o diálogo com o setor produtivo para ampliar o comércio bilateral.

A partir de 1º de maio, pelo menos 540 bens que são reciprocamente importados e exportados terão redução tarifária. “Por isso, é necessário que façamos diálogos com o setor privado e com o setor público. Alguns produtos, milho, etanol, arroz, proteína animal, suína ou de aves, começam já a ter cotas e a alíquota é zero. E nós precisamos de um setor privado devidamente informado para que esse comércio se expanda”, explicou.

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Para Márcio Elias Rosa, o acordo Mercosul-UE também é uma oportunidade para modernizar o parque industrial brasileiro. “Há necessidade de nós integrarmos as cadeias produtivas cada dia mais e mais, até para reduzir as nossas dependências. Eu cito como exemplo a política de biocombustíveis, seja de etanol, seja de SAF – combustível sustentável de aviação – ou de biodiesel. E é preciso reforçar parcerias para responder às intempéries da geopolítica, promover sempre diversidade nas parcerias comerciais”, concluiu.

Próximas agendas

Depois da Espanha, a delegação brasileira chegou à Alemanha, nos dias 19 e 20, em Hannover, onde é realizada a maior feira de tecnologia industrial do mundo. O Brasil é o parceiro oficial deste ano.

No domingo, o ministro Márcio Elias Rosa participa da 52ª Comissão Mista de Cooperação Econômica Alemanha–Brasil (Comista).  Já na segunda-feira (20), estará na abertura do Pavilhão Brasil e participará de painéis de debates sobre desenvolvimento e desafios geopolíticos globais.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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