BRASIL
MME lidera lançamento da Coalizão Global para o Planejamento Energético no Rio de Janeiro
BRASIL
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta terça-feira (3/06) da abertura da 1ª Cúpula de Planejamento Energético, no Rio de Janeiro. O evento marcou o lançamento oficial da Coalizão Global para o Planejamento Energético (GCEP). A iniciativa é resultado direto da presidência brasileira do G20 em 2024 e representa um marco na cooperação internacional para acelerar a transição para uma matriz energética limpa, segura e acessível.
Representando o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Thiago Barral, destacou a importância da iniciativa. “O papel da Coalizão Global para o Planejamento Energético é dar suporte aos países para que possam construir sistemas de energia inclusivos, seguros, sustentáveis e viáveis financeiramente, com um foco específico nas realidades e necessidades de países em desenvolvimento. Com essa iniciativa, o Brasil almeja ajudar a estabelecer uma plataforma voluntária, aberta e orientada à ação”, afirmou.
A Coalizão foi criada para responder à lacuna crítica de investimentos na transição energética, sobretudo em mercados emergentes e economias em desenvolvimento. Seu principal objetivo é fortalecer o planejamento energético como ferramenta para atrair investimentos, reduzir riscos e acelerar o desenvolvimento de projetos sustentáveis. A Agência Internacional de Energia Renovável (Irena) será responsável pelo secretariado da plataforma, atuando na coordenação e suporte técnico.
O evento reuniu delegações de diversos países, incluindo nações da América do Sul, América Latina, África, Europa e América do Norte, além de representantes de organismos internacionais. Esse amplo engajamento evidencia o alto nível de convocatória que a iniciativa brasileira tem mobilizado em torno da transição energética global.
Participaram da abertura o Diretor-Geral da Irena, Francesco La Camera; a Diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciana Costa; e o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado.
Como primeiro país líder da Coalizão, o Brasil reforçou seu protagonismo na liderança global da transição energética, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e a capacitação técnica, especialmente voltados para as necessidades dos países do Sul Global. A próxima Cúpula de Planejamento Energético será realizada em 2027, com a expectativa de apresentar avanços concretos na mobilização de investimentos e na ampliação do acesso à energia limpa.
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BRASIL
Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.
Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.
Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.
No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.
O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.
Parcerias estratégicas
O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.
Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.
Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.
A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.
Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.
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