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Intervenção na saúde: Edna cobra respeito ao SUS

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A vereadora Edna Sampaio (PT) afirmou, nesta quinta-feira (27), que tem visitado as unidades de saúde da capital e não tem constatado in loco melhorias na infraestrutura que tenham sido implementadas de acordo com o plano de ação do&nbsp Gabinete de Intervenção do governo do estado.
Ela cobrou respeito aos preceitos do Sistema Único de Saúde, o qual determina a autonomia e a colaboração entre os entes federados na gestão e no financiamento do serviço.
A vereadora apontou uma melhora na reposição de medicamentos em algumas unidades, como a Policlínica do Coxipó, onde esteve nesta quarta-feira (26), mas apontou que o prédio&nbsp continua em situação insalubre, o que piorou devido a uma reforma que está sendo no local, onde “pessoas doentes são atendidas misturado com obras que estão há muito tempo sem serem concluídas e o atendimento é feito sob uma lona, extremamente quente”.&nbsp
Edna cobrou o executivo pelo desinteresse em buscar recursos federais para a saúde e ampliar com isso o número de&nbsp UPAs 24 Horas&nbsp na capital,&nbsp tais&nbsp como a do bairro Pascoal Ramos, que também foi visitada por ela.
A parlamentar apontou a desorganização generalizada na gestão municipal e citou como exemplo o fato de o município ter deixado de receber recursos federais apenas por não ter repassado corretamente ao Ministério da Saúde dados sobre as unidades financiadas por estes recursos.
&nbspNa avaliação da vereadora, a gestão plena em saúde está sendo desrespeitada pelo governo do estado, que está se apropriando das prerrogativas do município, e isso pode inviabilizar a gestão municipal da saúde na capital no pós-intervenção.&nbsp
Para ela,&nbsp a intervenção&nbsp precisa oferecer mais do que medidas pontuais, pois é preciso questionar o modelo de gestão da saúde, o qual tem sido historicamente baseado no sucateamento do&nbsp serviço de atenção básica, o que provoca o aumento do número de hospitalizações.&nbsp
“ Nessas visitas às UBS, eu ouvi que um dos grandes problemas é a falta de atendimento nos postos de saúde, o que leva à sobrecarga da atenção secundária e terciária. Se nós não resolvermos isso, não vai ter intervenção que dê conta do problema da saúde. A saúde do município precisa ter um gestão plena, como de fato é pelo sistema único de saúde, através do Ministério da Saúde”, disse.&nbsp
“O Estado precisa auxiliar para que a organização que está sendo promovida pela intervenção continue depois dela. A intervenção tem que organizar o sistema. O Estado não pode se apropriar das funções do município”.
Ela destacou que o governo federal tem demonstrado interesse em cooperar com estado e municípios, mas que isso pode ser impedido pela a rixa entre governo do estado e prefeitura de Cuiabá.
“Há sim um esforço da equipe de intervenção de resolver os três problemas que deram causa à intervenção – a questão dos medicamentos, as filas de cirurgia&nbsp e a falta de médicos – mas é óbvio que esses problemas não são de agora, são estruturais do sistema de saúde, e precisam da cooperação entre estado, município e agora também do governo federal, que está disposto a apoiar os municípios na condução da política pública de saúde”, comentou.
“O SUS precisa ser considerado neste debate, assim como a capacidade e a obrigação que o município tem de fazer a gestão plena de saúde. Não podemos ter uma relação autográfica entre estado e município, como se fosse um país querendo anexar outro. Somos entes federados”, disse.

Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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