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O hino de Cuiabá: a oficialização da sua canção

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20/12/2023
O hino de Cuiabá: a oficialização da sua canção
“Cuiabá, és nosso encanto, teu céu da fé tem a cor, da aurora o lindo rubor, tens estelífero manto”. Provavelmente você já ouviu uma canção com esses versos. Eles fazem parte da primeira estrofe do hino de Cuiabá, de autoria de Ezequiel Pompéu Ribeiro de Siqueira e instrumentada pelo maestro Luiz Cândido da Silva.
O hino de Cuiabá foi oficializado em 10 de abril de 1962 (Lei Municipal nº 633) por iniciativa do Executivo Municipal, chefiado à época por Hélio Palma de Arruda. O prefeito enviou o projeto de lei para o parlamento municipal e ele foi colocado em votação no dia 6 de abril de 1962.&nbsp
Em Sessão Ordinária, com a presença de 5 dos 9 vereadores, discutiu-se o parecer sobre o referido. Uma Sessão Extraordinária foi convocada e aberta logo em seguida pelo Presidente Edgar Curvo, quando o projeto foi discutido novamente, e então aprovado. Encerrada essa nova sessão, abriu-se mais uma extraordinária. Aprovada a redação final, o texto foi levado para sanção do Executivo.
Podemos perceber que o projeto de lei foi discutido e votado às pressas. Isso nos leva a imaginar que havia alguma relação com o aniversário da cidade, que se daria dois dias depois. Talvez, mesmo sem a sanção do prefeito, que ocorreu no dia 10 de abril, o hino deve ter sido executado em alguma solenidade em razão do aniversário de Cuiabá.&nbsp
A Câmara Municipal realizou uma Sessão Solene em comemoração ao aniversário, mas não há menção na Ata acercada execução do hino. O prefeito municipal, autor do projeto de lei, esteve inclusive presente à solenidade, discursou, mas não fez referência ao hino recém aprovado pelos vereadores.
O ânimo para a produção do artigo deu-se por conta de um achado, um recorte no jornal do dia 4 de abril de 1954, com o título: “Hino de Cuiabá”, assinado pelo mesmo autor do hino oficializado em 1962. Na composição apresentada no jornal de 1954, oito anos antes da oficialização, há quatro estrofes e o refrão.&nbsp
Comparando este com o oficializado, verifica-se a manutenção do refrão e de duas estrofes. A terceira e a quarta estrofe foram suprimidas. Nelas, o autor afirmava ser Cuiabá o berço de respeitáveis pessoas da cultura universal, e no quarto os referenciava: Marechal Rondon, Caetano de Albuquerque, Joaquim Murtinho, General Costa e Dom Aquino Corrêa.
Como dito, o hino oficializado em 1962 preservou o refrão e duas estrofes, sendo a primeira a transcrita no início deste artigo e a segunda, que se refere ao bandeirante Pascoal Moreira Cabral, tornou-se a terceira estrofe. Foi inserido uma nova estrofe, a segunda do hino, que trata do afeto à cidade e o pedido a Deus para vencer o mal. Não descobrimos na pesquisa o porquê das alterações das estrofes e como deu-se a escolha do hino de Cuiabá.&nbsp
A Câmara Municipal de Cuiabá busca fomentar o hino, divulgando-o em seu site, executando-o nas sessões, audiências públicas e solenidades e com a apresentação e aprovação de normas sobre o tema. Além da Resolução nº 06/2010, que obriga a execução do hino nas sessões da Câmara, há duas leis municipais.&nbsp
A primeira de 1993, de autoria do ex-vereador Carlos Nascimento, determina que a letra do hino esteja estampada na Gazeta Municipal (Lei nº3.167/1993). A segunda de 2005, de iniciativa do ex-vereador Marcos Fabrício, dispõe sobre a obrigatoriedade das escolas municipais, ao menos uma vez por semana, executarem o hino do município junto aos seus estudantes (Lei nº 4.807/2005).
O título do artigo refere-se ao hino de Cuiabá como a canção da cidade. Mas não é só da cidade, ele é dos cuiabanos. Retrata sim a cidade que moramos, homenageia o bandeirante, mas principalmente nos une em torno de um sentimento de pertencimento a um local.
Conforme o hino, quem ama Cuiabá reconhece o seu encanto, uma terra coberta por estrelas, cheia de riquezas, a cidade luz de Mato Grosso. Ao lado dos outros símbolos municipais (bandeira e brasão), devemos honrá-lo e vê-lo como a nossa canção, a exemplo, no mínimo, do que fazem com os hinos e brasões dos clubes esportivos.
Artigo – Danilo Monlevade

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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