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Placas preferenciais de atendimento do Hospital Municipal São Benedito começam a incluir símbolo do autismo

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Davi Valle

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O Hospital Municipal São Benedito (HMSB) iniciou neste sábado (2), em comemoração ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, a adesão à causa, com instalação de placa preferencial de atendimento para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa visa agilizar o atendimento e acolher de maneira humanizada os pacientes autistas no âmbito hospitalar. 

As novas placas têm o padrão de fita quebra-cabeça, que reflete a esperança em relação às intervenções, conscientização e a complexidade do autismo. As diferentes cores e formas representam a diversidade de pessoas e famílias que convivem com essa síndrome. As placas de atendimento preferencial para pessoas com TEA foram colocadas na recepção, ambulatório e na área de exames e, acompanham as placas tradicionais de atendimentos prioritários de gestantes, idosos, mulheres com crianças de colo e pessoas com deficiência. 

Segundo o Prefeito Emanuel Pinheiro o atendimento preferencial para pessoas autistas é uma ação necessária. “Essas pessoas sofrem com discriminações e muita das vezes o autista e sua família passam por situações constrangedoras em público. É importante entender que, para eles, esperar pelo atendimento significa sofrimento devido à sensibilidade auditiva e a claridade luminosa. Essa medida humanizada é em respeito às pessoas com TEA e suas famílias”, destaca. 

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A psicopedagoga, Thais Jimenez, que é uma das idealizadoras da ação, explica que a ação vai além de incluir pessoas com TEA ao atendimento prioritário. “Todos os setores da unidade hospitalar estão sendo orientados quanto à condição das pessoas com TEA, para que eles percebam os sinais e, então, realizem o acolhimento adequado”, ressalta. “É difícil identificar as pessoas com autismo, por isso é necessário essa ação de orientação, para que a permanência desse paciente no hospital seja mais leve e humanizada”, completa. 

De acordo com o gestor do HMSB, Paulo Rós, essa ação é respaldada na Lei 12.764, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. “A placa indicativa deixa claro que a pessoa está entre os beneficiários daquele atendimento especial, gerando redução do tempo de espera e conseqüentemente a melhoria no atendimento”, garante.

A ação de acolhimento ao paciente com TEA durante o protocolo de internação será desenvolvida pelas áreas de assistência e recepção do hospital, com o apoio de todos os setores. Dentre as ações desenvolvidas estão à distribuição de folhetos explicativos com os principais sinais de TEA e entrega de lembrancinhas em comemoração ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo. 

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PRINCIPAIS SINTOMAS DE PESSOAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA 

-Atraso no desenvolvimento: linguagem, habilidades sociais, contato visual, repetição de palavras ou frases 

– Apresenta reações incomuns a barulhos, cheiros, sabores ou toques 

– Apresenta movimentos como bater as mãos, girar as mãos em círculos ou balançar o corpo

 

 

 

 

 

 

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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