CUIABÁ
Prefeitura promove café da manhã para garis e reivindicações são ouvidas
CUIABÁ
Em um momento de diálogo e descontração, a Prefeitura de Cuiabá promoveu, neste sábado (17), um café da manhã alusivo ao Dia do Gari, comemorado em 16 de maio.
Na ocasião, o coletor Victor Kewys apontou a falta de reconhecimento em relação ao trabalho dos profissionais da limpeza urbana. Segundo ele, muitos moradores desrespeitam a função, colocando o lixo de forma inadequada, com sacos pesados e objetos cortantes, além de tratarem os trabalhadores com descaso e, por vezes, até com xingamentos.
“Ser coletor de lixo já é uma função muito difícil. No dia a dia, enfrentamos muito calor, sol forte o tempo inteiro, além do esforço físico. E o que mais pesa é a falta de reconhecimento. A população, em sua maioria, não valoriza nosso trabalho. Muitos moradores colocam sacos muito pesados, jogam entulho, vidro quebrado, cacos que cortam nossa mão. E ainda têm o costume de nos chamar de ‘lixeiro’, de forma pejorativa. Depois que o prefeito Abilio assumiu, algumas coisas melhoraram. O salário, por exemplo, agora está em dia, todo mês. Isso já é um avanço. Mas ainda há muita coisa para melhorar”, afirmou.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o diretor-geral da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), Felipe Wellaton, destacaram que a celebração é dedicada exclusivamente a homenagear os profissionais da limpeza urbana.
“A Prefeitura está sempre de portas abertas. Estamos aqui para comemorar o Dia do Gari, uma profissão que respeitamos. A valorização desses profissionais é um compromisso desta gestão”, enfatizou o prefeito.
Abilio Brunini reforçou que qualquer denúncia formal pode — e deve — ser encaminhada diretamente à administração municipal ou aos órgãos competentes, como o Ministério do Trabalho.
“Estamos aqui para cobrar a execução do contrato, a manutenção da quantidade de veículos exigida e o cumprimento dos direitos trabalhistas. Essa é nossa obrigação. E, em caso de descumprimento, medidas cabíveis, como a rescisão contratual, serão adotadas”, enfatizou o prefeito.
A celebração contou ainda com a participação do vereador Dilemário Alencar e de representantes da Empresa Locar Gestão de Resíduos, responsável pela coleta de lixo na capital.
#PraCegoVer
A foto mostra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, sorrindo ao lado de garis no pátio da Limpurb.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes
O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.
Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.
O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.
Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.
Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.
A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.
Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.
Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.
Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.
A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A Palavra Aberta
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet2 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé

