CUIABÁ
Projeto Quintal Cuiabano acontece na Escola Ministro Marcos Freire nesta quarta
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Cultura presente é a que se mantém viva na memória, e melhor ainda se for na infância. Pensando nisso, Cuiabá celebra mais uma edição do projeto Quintal Cuiabano, desta vez na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Ministro Marcos Freire, localizada no bairro Jardim dos Ipês. O evento será no próximo dia 15, a partir das 8h30, envolvendo cerca de 280 alunos. A previsão é de que o projeto atenda aproximadamente 40 unidades educativas, contemplando todas as regiões Norte, Sul, Leste e Oeste da Capital.
A iniciativa proporciona uma experiência prática e cultural por meio da oficina do tradicional biscoito cuiabano francisquito, uma iguaria típica que carrega história e identidade regional e, por onde passa, tem conquistado espaço.
O projeto tem como objetivo principal resgatar e valorizar as tradições locais, promovendo o contato das novas gerações com elementos da cultura cuiabana. Durante a oficina, os alunos terão a oportunidade de aprender sobre o preparo do biscoito, seus ingredientes e a importância dessa receita na culinária regional.
Além de estimular o aprendizado de forma lúdica, o “Quintal Cuiabano” fortalece o sentimento de pertencimento cultural entre os estudantes, aproximando-os de suas raízes.
Com o sucesso das edições anteriores, a expectativa é de que o evento na Emeb Ministro Marcos Freire repita a boa receptividade e continue contribuindo para a preservação das tradições de Cuiabá dentro do ambiente escolar.
O projeto consiste no desenvolvimento de atividades de dança, música, pintura e culinária durante o período letivo, em todas as unidades participantes. Estima-se uma apresentação final dos trabalhos com todas as escolas participantes ao final do ano.
Segundo a idealizadora do projeto, secretária adjunta de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Vilmara Vidica, as crianças participam de oficinas, recebem instruções sobre os instrumentos que são a base do Siriri e do Cururu, como a viola de cocho, o ganzá e o mocho, e são convidadas a dançar. “E ainda vão aprender sobre o francisquito, onde eles mesmos vão moldar o biscoito para assar e, depois, vão degustar a iguaria que ajudaram a fazer”.
Lançado no dia 10 de março, na Emeb Quintino Pereira de Freitas, no bairro Canjica, o projeto já aconteceu no Ceic Mariuza, no bairro Tijucal, no dia 1º de abril, e agora segue para a Emeb Ministro Marcos Freire, no Jardim dos Ipês.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes
O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.
Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.
O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.
Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.
Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.
A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.
Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.
Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.
Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.
A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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