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Stopa cobra melhorias dos serviços prestados pela Águas Cuiabá e cita que gestão Emanuel Pinheiro estuda medidas

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Davi Valle

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A Prefeitura de Cuiabá, em conjunto com Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) e Secretaria de Obras, elabora uma medida legal visando garantir a qualidade dos serviços de tapa-buracos após as ações da concessionária Águas Cuiabá.

Desde o dia 1º de dezembro, por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, foi proibido, por força de Decreto Municipal,  que a concessionária Águas Cuiabá inicie novas obra de implantação de rede coletora de esgoto em vias já pavimentadas pelo período de 90 dias.

“Se não melhorarem, não houver um entendimento, o decreto vai ser prorrogado, já conversei com o prefeito Emanuel Pinheiro sobre isso. Estamos recebendo reclamações diariamente, porém, estimo que pelo menos 50% dos ‘buracos’ ocorrem após a ação da concessionária. Tenho conversado muito com o prefeito, explicando  a situação. Ele tem andado pelas ruas de Cuiabá, olhando tudo. A única alternativa que resta é melhorar a qualidade do serviço”, explicou o vice-prefeito de Cuiabá e secretário municipal de Obras, José Roberto Stopa.

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Ele cita ainda que já foi realizada uma força-tarefa, onde todos os bairros onde já foram realizadas intervenções pela concessionária, foram elencados. Na sequência, detectou-se o segundo problema: o serviço refeito também era mal feito. “Daqui um mês, principalmente no período de chuvas, começa afundar, aparecer buracos. Chegamos à conclusão que isso por si só não resolve o problema e não resolve mesmo. Estamos em fase final, vamos encaminhar, um projeto de lei que estabelece as penalidades Águas Cuiabá por esse tipo de serviço. Com essa medida, a nossa fiscalização e da Arsec, vamos ter um poder maior de ação através de uma lei municipal que nós acreditamos que vai aprovar para que posso penalizar por esse serviço”, explicou. 

O secretário pondera que a atuação da empresa no município tem contribuindo para melhoria na qualidade de vida da população no que tange ao fornecimento de água potável e tratamento adequado de esgoto.

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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

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O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

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Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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