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CST discute mecanismos para ressocialização e qualificação da população privada de liberdade

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Câmara realizou quinto encontro para discussão sobre o sistema carcerário em Mato Grosso

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Na quinta reunião realizada nesta segunda-feira (9), a Câmara Setorial Temática (CST), instalada para debater sobre o sistema prisional e a rede de proteção às pessoas em situação de restrições e privações de liberdade em Mato Grosso, discutiu as propostas para melhorar a situação atual do sistema carcerário em todo o estado.

O presidente da CST, Raul Angel Carlos Oliveira, afirmou que a Câmara realizou quatro encontros em que foram ouvidos vários setores que têm ligação com o sistema prisional mato-grossense. “A intenção é formatar um relatório onde serão apresentadas as diferentes versões sobre o sistema carcerário e socioeducativo em todo o estado. A partir disso, utilizar as informações para a elaboração de políticas mais eficazes à segurança pública”, explicou Raul Oliveira.

O presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen-MT), Amaury Benedito Paixão das Neves, disse que falta uma participação mais efetiva do poder público no processo de ressocialização dos reeducando. Para ele, é preciso devolver o encarcerado qualificado em profissão à sociedade. Segundo Neves, o preso chega dentro do cárcere já faccionado. 

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“Hoje, lidamos com facções criminosas.  Mesmo sendo obrigado a fazer um trabalho de triagem, separando membros de facções daqueles que não tem nenhuma ligação com a facção, é um trabalho bastante meticuloso. O número de policial penal é pequeno em relação as demandas”, disse.

Amaury das Neves afirmou que em todo estado existem 46 unidades de sistema prisional. Nelas estão disponibilizadas nove mil vagas para os detentos e com 2,8 mil agentes prisionais. Segundo ele, o sistema prisional conta com 11,2 mil encarcerados e mais seis mil sendo monitorados com tornozeleiras eletrônicas. “Infelizmente, hoje, o índice de reincidência no crime chega a 70% porque nem todos querem ressocializar”, explicou o presidente do Sindspen. 

De acordo com a gerente administrativa do Centro de Atendimento Socioeducativo da Unidade de Cáceres, Eliana Geraldes Nunes, o número de faccionados aumentou em Mato Grosso nos últimos anos. “Infelizmente, os adolescentes entram nas unidades socioeducativas dizendo que são faccionados. Sabemos que alguns participam da facção, outros dizem que são porque querem ganhar fama dentro das unidades, mas acabávamos descobrindo que não eram”, afirmou Nunes.

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O defensor público de Cáceres, Diego Rodrigues Costa, afirmou que o perfil do reeducando é de jovens entre 18 a 35 anos de idade, que a grande maioria é pobre, preto ou pardo e com baixa escolaridade. Segundo ele, muitos deles não têm uma estrutura familiar para dá-los melhores condições de vida. 

“Muitos deles não têm profissão. As pessoas que estão recolhidas no sistema prisional entram e encontram as cadeias sem a mínima estrutura. Elas geralmente estão superlotadas, os presos estão ociosos. Eles reivindicam trabalho na cadeia. Infelizmente, não é oportunizado o trabalho às pessoas privadas de liberdade”, disse Costa. 

Diego Costa disse ainda que Estado está perdendo os jovens para as facções criminosas. “Hoje Cáceres está tomada por facções criminosas. Há confronto entre esses grupos, quando muitos jovens estão morrendo. Temos que falar a verdade, muitos jovens estão morrendo por omissão do Estado. Há celas com 30 reeducando, é preciso reestruturar as cadeias, caso contrário a pessoa será cooptada pelas facções criminosas”, afirmou.      

Fonte: ALMT

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ALMT participa do lançamento do “MT em Defesa das Mulheres” e reforça rede de proteção

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participou, por meio da Procuradoria Especial da Mulher (PEM), do lançamento do programa “Mato Grosso em Defesa das Mulheres” e da assinatura do Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, realizados nesta sexta-feira (17), em Cuiabá. A iniciativa do Governo do Estado reúne medidas estratégicas voltadas ao fortalecimento da rede de proteção e ao enfrentamento da violência de gênero e dos feminicídios em Mato Grosso.

A participação da ALMT reforça o compromisso institucional do Parlamento com a pauta dos direitos das mulheres, por meio da atuação da Procuradoria Especial da Mulher, que desenvolve ações de acolhimento e orientação, articulação de políticas públicas e incentivo à implantação de Procuradorias nos municípios.

O programa tem como diretriz a integração entre os poderes e instituições, fortalecendo o trabalho em rede e ampliando a efetividade das políticas de enfrentamento à violência de gênero.

A subprocuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, disse que a iniciativa reúne demandas históricas da rede de enfrentamento e amplia a estrutura de proteção em diferentes regiões do Estado.

“O programa contempla avanços importantes construídos a partir de pleitos históricos da rede de enfrentamento. Entre eles estão a implantação da Delegacia da Mulher 24 horas em Várzea Grande, novas unidades em municípios como Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, além da abertura de novas Salas Lilás, que são espaços de atendimento humanizado e reservado para mulheres em situação de violência e outros serviços de atendimento”, afirmou.

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Foto: MAYKE TOSCANO/Secom-MT

Ela também ressaltou ações voltadas à autonomia econômica das beneficiárias, com iniciativas de inserção no mercado de trabalho.

“Há um conjunto de medidas voltadas à autonomia financeira das mulheres em situação de violência, com oportunidades por meio de programas como o Empregos MT e ações direcionadas à inserção de jovens no mercado de trabalho, o que contribui para o rompimento do ciclo da violência”, pontuou.

Francielle destacou ainda o papel da Assembleia Legislativa no âmbito do pacto firmado entre os poderes.

“A participação da ALMT se dá pelo compromisso de fortalecimento e ampliação das Procuradorias da Mulher nos municípios. Trata-se de uma contribuição direta do Parlamento dentro do programa, com o objetivo de garantir mais acesso a orientação, acolhimento e encaminhamento”, completou.

Para a consultora da Comissão de Orçamento e Fiscalização e da Procuradoria da Mulher da ALMT, Rosângela Saldanha Pereira, a iniciativa consolida o caráter estruturante da política pública.

A atuação do Parlamento na fiscalização e no acompanhamento das políticas públicas, especialmente no processo orçamentário, também foi destacada por Rosângela. Segundo ela, a consolidação do Orçamento Mulher é fundamental para dar visibilidade às ações voltadas ao público feminino. “Sem orçamento, não há política pública”, afirmou.

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Entre as medidas anunciadas pelo Governo do Estado estão a implantação da Delegacia da Mulher 24 horas em Várzea Grande no primeiro semestre de 2026, a criação de novas unidades em municípios como Lucas do Rio Verde e Sorriso e a instalação de núcleos especializados em diferentes regiões do Estado.

O pacote inclui ainda a ampliação da Patrulha Maria da Penha, o fortalecimento de estruturas nas forças de segurança, a criação de um portal estadual com informações integradas sobre violência de gênero e a oferta de teleatendimento psicológico às vítimas.

O deputado estadual Carlos Avallone, que acompanhou o lançamento, destacou a importância da atuação conjunta entre instituições e do engajamento da sociedade no enfrentamento à violência de gênero. Segundo ele, o enfrentamento ao problema exige ações contínuas e articuladas, com participação do poder público e mudança de cultura, especialmente por meio da educação.

A participação da ALMT no evento reforça sua atuação no fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência de gênero. Por meio da PEM, a Casa segue contribuindo na articulação de ações e na ampliação da rede de proteção às mulheres em MT.

Fonte: ALMT – MT

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