POLITÍCA MT
Deputado Barranco cobra ampliação das perícias médicas em MT
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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou, na última quarta-feira (2), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Requerimento nº 167/2025, direcionado ao presidente do MT Prev, Elliton Oliveira de Souza, e ao governador, Mauro Mendes (União) cobrando transparência sobre as instituições cadastradas para a realização de perícias médicas no Estado, com destaque para o atendimento aos servidores da educação.
A realização de perícias médicas é essencial para garantir os direitos dos servidores estaduais, incluindo avaliações de aptidão funcional, concessão de benefícios e afastamentos médicos. No entanto, a disponibilidade desses serviços é desigual entre os municípios, o que pode dificultar o acesso dos servidores às avaliações necessárias.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso conta com 142 municípios, mas a maioria dos serviços especializados de saúde está concentrada em poucas cidades, principalmente na capital, Cuiabá. Essa concentração prejudica servidores que vivem em regiões mais afastadas, forçando-os a longos deslocamentos para obter atendimento.
Barranco pede que o MT Prev informe quais instituições estão credenciadas para a realização de perícias médicas, em quais cidades e regiões esses atendimentos estão disponíveis, e se há processos de credenciamento em andamento para ampliar a cobertura do serviço. O deputado também questiona quais são os critérios adotados pelo MT Prev para definir as localidades atendidas e quais medidas estão sendo tomadas para garantir que todos os servidores, especialmente os da educação, tenham acesso adequado aos serviços periciais sem necessidade de deslocamentos excessivos.
O parlamentar também cobra do governador Mauro Mendes ações concretas para descentralizar e ampliar os serviços de perícia médica no Estado. “Não é justo que um servidor precise viajar centenas de quilômetros para conseguir uma perícia médica. O governo precisa agir para garantir que esses serviços estejam próximos de quem precisa”, afirmou Barranco.
O deputado destacou a importância de uma estrutura pericial bem distribuída para evitar que servidores enfrentem dificuldades no acesso aos benefícios a que têm direito. “A transparência na gestão dos serviços de saúde é fundamental para que possamos cobrar melhorias e garantir que nenhum trabalhador fique desassistido”, concluiu o deputado.
Fonte: ALMT – MT
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TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT
Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.
A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.
“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.
O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.
Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.
“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.
Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.
O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.
De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.
Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.
Fonte: ALMT – MT
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