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Brasília recebe especialistas do Brasil e do exterior no 17º Encontro Científico Internacional do EpiSUS

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O Ministério da Saúde (MS) realiza, de 24 a 26 de fevereiro, em Brasília (DF), o 17º Encontro Científico Internacional do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS) e a 4ª Mostra Latino-Americana de Trabalhos do Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo – dos níveis fundamental, intermediário e avançado. A cerimônia marca, também, a formatura da 20ª turma do curso avançado.

Promovido pelo EpiSUS, vinculado ao Departamento de Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (DEMSP/SVSA/MS), o evento consolida-se como espaço estratégico de divulgação científica, intercâmbio de experiências e fortalecimento da rede de epidemiologistas de campo no Brasil e em países parceiros da América do Sul (RedSUR) e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Com o tema “Uma Só Saúde e Emergências Climáticas: a Epidemiologia de Campo na Resposta Integrada aos Eventos de Saúde Pública”, o encontro aborda os impactos das mudanças climáticas sobre a ocorrência, a distribuição e a intensidade de surtos, epidemias, emergências sanitárias e desastres ambientais. A proposta é evidenciar o papel estratégico da epidemiologia de campo na detecção oportuna, investigação e resposta qualificada a eventos de saúde pública, especialmente em contextos de vulnerabilidade socioambiental.

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Abertura

Durante a mesa de abertura, a secretária da SVSA/MS, Mariângela Simão, destacou que as mudanças climáticas exercem forte influência nos desafios enfrentados. “Atualmente, com os efeitos do clima, temos um novo cenário, que também muda progressivamente e nos acompanha desde o nascimento até a morte. Nesse sentido, o EpiSUS tem credibilidade no Brasil e esperamos que possa ser expandido cada vez mais. É um programa conhecido a nível municipal, estadual e nacional como uma ferramenta importante à disposição. Estamos trabalhando para que as pessoas possam ter melhores condições de vida, saúde e desfrutem de todo seu potencial”, disse.

O Programa

Criado há 26 anos, o EpiSUS foi Instituído como política pública pela Portaria GM/MS nº 4.339, de 16 de dezembro de 2022, e já formou mais de 5 mil profissionais da saúde nos três níveis de instrução. A estratégia pedagógica baseia-se no “aprender fazendo”, com 80% da carga horária dedicada a atividades de campo, fortalecendo a capacidade técnica do SUS para preparação e resposta a surtos, epidemias e pandemias.

Ao longo de sua trajetória, o programa já realizou mais de 510 trabalhos de campo, incluindo investigações de surtos, inquéritos populacionais, monitoramento de eventos de massa e respostas a desastres. Nos últimos anos, destacou-se na resposta à emergência do Zika Vírus, na pandemia de covid-19 (com apoio à estruturação da vigilância da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica – SIM-P), na emergência sanitária relacionada à desassistência do povo Yanomami, em 2023, e na investigação do maior surto de botulismo associado a procedimento estético no país.

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Em 2026, o encontro também marca um momento simbólico para o Programa: a formatura da 20ª turma do EpiSUS-Avançado, com a entrega de mais 10 profissionais qualificados ao SUS, e a recepção da 22ª turma, composta por 11 novos profissionais que iniciarão o treinamento em dedicação exclusiva na capital federal, com bolsa de estudo concedida pelo CNPq.

A expectativa é que o 17º Encontro Científico Internacional do EpiSUS amplie o debate sobre os desafios contemporâneos da saúde pública, consolide a integração entre epidemiologistas de campo e fortaleça as capacidades técnicas necessárias para respostas rápidas e baseadas em evidências frente às emergências sanitárias que impactam o país e a região.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Mato Grosso do Sul recebe 46,5 mil doses da vacina contra a Chikungunya

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O estado de Mato Grosso do Sul começou a receber, de forma fracionada e conforme a capacidade da rede de frio local, a partir desta quinta-feira (16) até o final de abril, um total de 46,5 mil doses da vacina contra a chikungunya. O imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan, está sendo destinado, com apoio do Ministério da Saúde, ao estado diante do aumento de casos, especialmente entre a população indígena. Dourados (MS) e Itaporã (MS) serão contemplados com 43,5 mil e 3 mil doses, respectivamente. Trata-se da primeira vacina do mundo desenvolvida para a doença.

A vacinação está prevista para começar no dia 27 de abril. A recomendação do Ministério da Saúde é que seja realizado microplanejamento local, com priorização das áreas de maior risco epidemiológico e uso estratégico das doses disponíveis, com objetivo de vacinar a população em até duas semanas, prorrogáveis por mais duas. A estratégia inclui Dia D de mobilização e ações de vacinação extramuros.

O imunizante foi aprovado no ano passado pela Anvisa para pessoas de 18 a 59 anos com risco aumentado de exposição à doença. A meta é vacinar 27,69% dessa população em Dourados e 21,2% em Itaporã.

A vacina contra Chikungunya é um projeto do Instituto Butantan. Além de Dourados e Itaporã, a estratégia a vacinação já foi iniciada em municípios como Simão Dias, Barra dos Coqueiros e Lagarto (SE), Santa Luzia, Sabará e Congonhas (MG) e Mirassol (SP).

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Vacina

A vacina do Butantan contra a Chikungunya é a primeira do mundo a ser disponibilizada para prevenir a doença. A Anvisa comprovou a segurança e capacidade do imunizante de gerar anticorpos com base na avaliação de ensaios clínicos feitos nos Estados Unidos e publicados na revista científica The Lancet. Dos 4 mil voluntários adultos que participaram da pesquisa, 98,9% produziram anticorpos neutralizantes. Além do Brasil, o produto já foi aprovado para uso no Canadá, Reino Unido e Europa.

Por ser desenvolvido com tecnologia de vírus atenuado, o imunizante é contraindicado para gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas ou imunodeficientes, pessoas que tenham mais de uma condição médica crônica ou mal controlada (comorbidades) e com alergia aos componentes da vacina.

Reforço para a assistência em Dourados

Além da vacina, o Ministério da Saúde investiu R$ 28,4 milhões em ações emergenciais para ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a rede assistencial especializada em Dourados e região. Também foram distribuídas 2 mil cestas de alimentos. A previsão é que, até junho, sejam distribuídas 6 mil unidades, em conjunto com a Funai, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Defesa Civil. 

No início de abril, foram incorporados 50 novos Agentes de Combate às Endemias (ACE), que atuam diretamente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, realizando visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticida com equipamentos de Ultrabaixo Volume (UBV) costal. A tecnologia empregada utiliza inseticidas de ação rápida, com efeito knockdown, capazes de interromper o ciclo de transmissão ao eliminar o mosquito adulto. 

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As equipes também atuam na remoção de resíduos e objetos que acumulam água parada, principais focos do Aedes aegypti. Até o momento, foram visitados 1,9 mil imóveis, o que resultou na retirada de 575 sacos de materiais inservíveis, ou seja, com potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti. Somam-se a essa força-tarefa 40 militares do Exército Brasileiro. 

Além disso, foi iniciada a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia incorporada ao SUS para ampliar o controle do vetor. Das 1.000 unidades destinadas ao município, 240 já foram instaladas nos assentamentos Santa Fé e Santa Felicidade, Jockey Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória, Parque do Lago I e II e imediações. O dispositivo permite que o próprio mosquito transporte o larvicida para criadouros de difícil acesso, interrompendo o ciclo de reprodução. 

A atuação da Força Nacional do SUS resultou em mais de 2,5 mil atendimentos clínicos, 130 remoções, 358 visitas domiciliares e 804 exames realizados. Também houve atenção à saúde do trabalhador, com atendimentos às equipes envolvidas. 

João Vitor Moura
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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