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INPO vai liderar expedição inédita para explorar as profundezas do Atlântico Sul

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O Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, reuniu cientistas, pesquisadores, especialistas e empresas do setor para desvendar o Atlântico profundo, especialmente na costa brasileira durante o Workshop Internacional sobre Pesquisa no Oceano Profundo, que aconteceu entre os dias 17 e 19 de março, no Rio de Janeiro.
 
O objetivo do Workshop é a preparação para uma expedição inédita às profundezas do oceano do Atlântico Sul, programada para o segundo semestre deste ano. “O mundo só conhece 20% de toda a profundeza dos oceanos e no Atlântico Sul essa proporção é ainda menor. Um dos objetivos da criação do INPO é reunir o saber científico já obtido até agora e promover a troca de conhecimento. Ampliar o conhecimento sobre o Oceano Profundo é importante não só para o Brasil, mas para a humanidade”, afirmou o diretor-geral do INPO, Segen Estefen.
 
O INPO, em parceria com a fundação saudita OceanQuest, é responsável pela expedição científica que será realizada nas montanhas submarinas da Cadeia Vitória-Trindade (CVT), a três mil metros de profundidade. Esta será uma viagem inédita no país.  
 
“Essa cadeia de seamounts, montanhas submersas de origem vulcânica, formam um ambiente muito propício a diferentes formas de vida, além de terem grande diversidade biológica e geológica. Conhecer essa região nos dá também uma visão muito importante para entender fenômenos que já nos impactam diretamente”, explicou Estefen.
 
O maior desafio para ampliar o conhecimento sobre o Oceano Profundo no Brasil é tecnológico. A parceria com a OceanQuest vai permitir o uso de tecnologias como os ROVs (Remotely Operated Vehicles – Veículos Operados  Remotamente) para estudar regiões inacessíveis ao ser humano.
 
“Esses submarinos robóticos não tripulados são controlados a partir de um navio de pesquisa.  São equipamentos complexos e caros, então é preciso uma infraestrutura especializada”, explicou Martin Visbeck, CEO da OceanQuest.  
 
Tecnologias, aquecimento global e biodiversidade
 
Mais de 700 espécies de animais já foram catalogadas no Oceano Profundo. São seres que vivem em corais ou estruturas semelhantes. “Entender essa biodiversidade pode nos abrir muitas possibilidades. Conhecer, por exemplo, como animais conseguem sobreviver com tamanha pressão da água. Isso pode trazer respostas para muitas questões científicas e biológicas”, comentou o diretor de Pesquisa e Inovação do INPO,  Andrei Polejack.  
 
O impacto do aquecimento global no Oceano Profundo e as novas tecnologias que possibilitam a exploração do Atlântico Sul também estão na pauta do INPO.
 
“Conseguimos reunir especialistas nos principais temas que envolvem o Oceano Profundo, apresentando não só as pesquisas na área, mas também as oportunidades e os desafios técnicos. É um tipo de ciência que demanda uma infraestrutura grandiosa. Com investimento, o Brasil tem a oportunidade de se tornar um player global e isso ficou muito claro durante o evento”, afirmou Janice Trotte Duhá, diretora de Infraestrutura e Operações do INPO.
 
Sobre o INPO

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O Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) é a mais nova Organização Social do MCTI. Inteiramente dedicado à pesquisa e desenvolvimento do oceano, o Instituto conta com uma rede de cerca de 100 pesquisadores ligados às principais universidades e institutos de pesquisa do país.  
 
Referência nacional sobre o tema oceano, o INPO tem como missão promover as ciências do mar viabilizando o enfrentamento dos desafios nacionais nessa área, incluindo as mudanças climáticas. Com base em conhecimento técnico-científico, o INPO contribui com subsídios científicos para formulação de políticas públicas para beneficiar a sociedade brasileira e ampliar o papel do Brasil no cenário internacional, em prol de um oceano sustentável.
 
Com informações do INPO

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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