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MCTI leva inovação ao 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano

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Integrantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) participarão do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), em Foz do Iguaçu (PR), de 14 a 16 de abril. Com o tema Biometano: Bem-Feito, Suficiente, Bem Distribuído, o evento reunirá especialistas para discutir principais avanços, desafios e oportunidades do setor. Indissociáveis do ambiente de ciência, tecnologia e inovação, os biocombustíveis são parte integrante das pautas prioritárias do ministério, sendo tratados pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec), que enviará dois representantes ao evento.  

No segundo dia de discussões, o coordenador-geral de Tecnologias Setoriais do MCTI, Rafael Silva Menezes, ministrará palestra durante o painel Investimentos na Cadeia de Biogás e Biometano. O assessor Gustavo de Lima Ramos atuará como debatedor no painel Oportunidades e Desafios Setoriais, também no dia 15. A programação contempla ainda painéis temáticos sobre produção, políticas públicas, mobilidade, investimentos, relação com o gás natural e perspectivas de mercado. O dia 16 será dedicado a visitas técnicas. 

O FSBBB é promovido pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), pela Embrapa Suínos e Aves e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), com organização da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindústria. 

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Biocombustíveis em um futuro possível  

Fonte de energia renovável e produzidos a partir de matéria orgânica, os biocombustíveis se apresentam como uma opção para um futuro possível e real, com papel estratégico na transição energética global. As fontes energéticas renováveis permitem a substituição gradual do petróleo e contribuem para a meta de emissões líquidas zero (net zero).  

No Brasil, a grande estrela é o etanol. Segundo a S&P Global Commodity Insights, Brasil e Estados Unidos concentram a maior parte da produção mundial de etanol a partir da cana-de-açúcar. Em 2025, a Agência Internacional de Energia publicou revisão da política energética brasileira, destacando avanços na participação de fontes renováveis e no uso de biocombustíveis. O reconhecimento ocorre no contexto da COP30, que ocorreu em Belém (PA), em novembro de 2025. O evento reforçou o protagonismo do Brasil nas discussões sobre clima e energia. 

Com participação do MCTI, o projeto GEF Biogás se destaca como ponto importante na consolidação do Brasil como referência regional em energia renovável e economia circular. Implementado de 2019 a 2025, o projeto aprimorou a transformação de resíduos orgânicos da agroindústria em energia limpa, contribuindo para a redução de emissões, geração de renda e fortalecimento da economia circular no País.  

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A iniciativa também impulsionou a produção de biogás a partir de resíduos sólidos urbanos, trabalhando para facilitar o planejamento da gestão desses materiais a partir do aproveitamento energético e da sustentabilidade. Em outubro de 2025, os resultados do projeto foram apresentados no livro Cenário Foresight: Projeto GEF Biogás Brasil na Cadeia de Valor da Agroindústria.  

A participação do MCTI no fórum reforça o papel da ciência, da tecnologia e da inovação na consolidação do biogás e do biometano como soluções estratégicas para a transição energética brasileira. Ao articular pesquisa, desenvolvimento e políticas públicas, o ministério busca ampliar o aproveitamento de resíduos orgânicos, fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e posicionar o Brasil como referência no uso de fontes renováveis associadas à economia circular. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto apoiado pelo MCTI reúne relatos de mais de 7 mil pessoas para o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19

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“A preocupação com as pessoas e a realidade da pandemia têm sido mais concreta ultimamente. O que antes eram só estatísticas, começamos a ver pessoas próximas sendo contagiadas e notícias de falecimento de conhecidos com mais frequência”, escreveu a figurinista M.S.P.M, de 36 anos, em seu diário de 11 a 15 de maio de 2020. Naquele momento, o Brasil vivia os primeiros meses do que seriam os próximos três anos de uma severa pandemia. Todos os relatos são anônimos.

A covid-19 chegou ao Brasil em 2020 sem grandes avisos. Inicialmente, pensava-se que seriam apenas 15 dias em isolamento social. Três anos depois, o Brasil já havia alcançado 700 mil mortos vítimas do vírus. Foi com o pensamento do novo cenário que a Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB) convidou no início da quarentena cerca de 30 mil pessoas de diferentes faixas etárias e regiões do Brasil a escrever um diário sobre o momento.

“Como todo ano, tínhamos a expectativa da olimpíada, mas, naquele momento, naquela incerteza, não era possível. Foi então que decidimos abrir a prova e a participação. Naquele momento, foi uma iniciativa de acolhimento”, explica a professora e coordenadora da ONHB, Cristina Meneguello.

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Em abril e maio de 2020, milhares de pessoas registraram suas impressões, transformações, dúvidas, incertezas e emoções vivenciados naquele momento. “Para nós, esse memorial é uma forma de resguardar a memória. Ele é importante não apenas para nós que somos sobreviventes ou para a memória daqueles que se foram, mas também para que as futuras gerações tenham a dimensão do que aconteceu com o mundo”, continua Cristina.

Seis anos depois, os trabalhos de 7 mil participantes foram abertos e agora são expostos no Memorial Digital da Pandemia de Covid-19. “Essa é uma proteção ativa da memória. Não simplesmente uma memória parada no tempo, mas dinâmica da história do País e do seu povo”, finaliza a coordenadora.

Os diários da pandemia se inspiraram no experimento Mass Observation (e, inglês, observação de massa), feito no Reino Unido. O trabalho de 1937, produzido durante a Segunda Guerra Mundial, foi retomado em 1980, e continua a ser um exemplo de como a memória pode ser preservada.

ONHB

Criada em 2009, a Olimpíada Nacional de História do Brasil reúne anualmente estudantes e docentes de história para fazerem provas e tarefas baseadas em documentos históricos. Em suas últimas edições, a competição contou com mais de 200 mil participantes.

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A OHNB é uma iniciativa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e tem apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), via chamada pública.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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