TECNOLOGIA
Ministério da Saúde adota estudo sobre previsão de surtos de dengue com participação do MCTI
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Um modelo matemático capaz de prever surtos de dengue no Brasil, desenvolvido com participação do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), passou a integrar a estratégia oficial de resposta a epidemias do Ministério da Saúde. O estudo foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e apresenta uma metodologia para antecipar a incidência da doença com maior precisão.
O trabalho é resultado do IMDC24 — 2024 Dengue Forecasting Sprint in Brazil, um desafio internacional que reuniu seis equipes de diversos países. Os pesquisadores, entre eles o tecnologista do LNCC Americo Cunha Jr., avaliaram diferentes modelos preditivos e criaram um modelo agregado (ensemble). Esta ferramenta combina as melhores características de cada sistema para oferecer previsões mais confiáveis em cenários de surto.
A metodologia utiliza uma combinação de modelos matemáticos, aprendizado de máquina e dados climáticos para monitorar o mosquito Aedes aegypti. A iniciativa faz parte do consórcio Mosqlimate-Infodengue, que reúne instituições como FGV, Fiocruz, UERJ e IMPA, além de universidades da Arábia Saudita, Espanha e Estados Unidos.
Aplicação na Saúde Pública
Com a integração da metodologia à agenda nacional, o governo federal ganha uma ferramenta técnica para otimizar a distribuição de recursos e planejar ações preventivas antes que os surtos atinjam o pico.
“É significativo ver um trabalho de pesquisa, construído de forma colaborativa, ultrapassar o espaço acadêmico e orientar ações concretas do Ministério da Saúde”, afirma Americo Cunha Jr. “É um exemplo de como a integração entre matemática e dados fortalece a capacidade do país de se preparar para futuros surtos com base em evidências”, completa o pesquisador, que atua na coordenação do projeto pelo LNCC.
O artigo completo, intitulado “Leveraging probabilistic forecasts for dengue preparedness and control: The 2024 Dengue Forecasting Sprint in Brazil”, pode ser consultado no portal da revista PNAS.
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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