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Ministra Luciana Santos recebe a jovem pesquisadora Duda Franklin

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Na quinta-feira, dia 22 de maio, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu a potiguar Duda Franklin. A jovem é mestre em Neuroengenharia e Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), além de engenheira biomédica e neurocientista com mais de 11 anos de experiência em projetos tecnológicos.

A reunião contou também com o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Daniel Filho, e o diretor do Departamento de CT&I Digital, Hugo Valadares. Juntos, debateram os desafios e avanços da neurociência e da tecnologia no Brasil.

“Há uma década que estou pesquisando uma forma de conectar o sistema nervoso com as máquinas e as máquinas ao sistema nervoso para ajudar retomar as funcionalidades perdidas”, disse a neurocientista sobre seu projeto.

A jovem relatou sua experiência com pacientes que sofrem com AVC, lesão medular e dor crônica. “Quando essas condições aparecem, elas são limitantes, e estamos caminhando para uma sociedade que tem mais pessoas acima de 60 anos do que abaixo de 14 anos, então essas condições aparecem com mais frequência em um público mais idoso”, explicou Duda.

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O objetivo da pesquisa de Duda é melhorar a qualidade de vida das pessoas. “É dar uma nova vida para esses pacientes”, afirmou.

Duda tem uma startup que utiliza neurotecnologia e inteligência artificial para fazer a neuromodulação do cérebro, ajudando a aliviar a dor e recuperar o controle motor de pessoas que perderam movimentos.

“Queremos ser a maior neurotech do mundo”, afirmou a jovem.

Encantada com a trajetória de Duda, a ministra destacou os programas do MCTI voltados à inovação.

“A gente tem o edital de Mulheres Inovadoras, e temos várias portas de entrada para apoiar meninas e mulheres na ciência”, pontuou.

Luciana Santos ainda lembrou da biomédica Jaqueline Goes, que que coordenou a equipe responsável pelo sequenciamento do genoma do vírus SARS-CoV-2 em apenas 48 horas.

“Assim como a Jaqueline você é um exemplo para inspirar outras meninas e mulheres nesta área. Você tem a cara da mulher brasileira. Isso vale muito”, completou a ministra.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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