MATO GROSSO
SES disponibiliza R$ 2,7 milhões para serviço de reabilitação de pessoas com deficiência
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), disponibilizou a 118 municípios do estado um montante de R$ 2,7 milhões para equipar as unidades descentralizadas de reabilitação de pessoas com deficiência. O recurso busca fortalecer o serviço ofertado aos pacientes da Rede Municipal de Saúde.
“Esse recurso é para equipar com materiais as unidades descentralizadas municipais que realizam o atendimento de pacientes com algum tipo de deficiência. Nós queremos fortalecer os municípios para que o paciente tenha assistência em sua própria cidade, sem a necessidade de locomoção”, disse o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Conforme explica o diretor do Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), Luiz Antônio Ferreira, cada município vai receber R$ 23 mil. O recurso está disponível para os 141 municípios, mas, no momento, somente 118 apresentaram ao Cridac a documentação necessária para acessar o recurso. “Assim que os outros 23 municípios se adequarem aos critérios para receber o valor, a SES fará o repasse”, informou o gestor.
Mato Grosso tem 137 municípios com unidades descentralizadas de reabilitação. Segundo Luiz, com esse repasse, o município que ainda não implementou uma unidade descentralizada vai poder criar e equipar. “São R$ 23 mil que possibilita a compra, em média, de 10 equipamentos de reabilitação. Com o município fortalecido e equipado, o paciente trata na própria cidade de residência e isso desafoga o Cridac, na capital”, concluiu o diretor.
Serviço
O Cridac é uma unidade da rede de Cuidado à Pessoa com Deficiência, que fica localizado em Cuiabá, na Rua G, s/n Bloco A, do Centro Político Administrativo. Para mais informações sobre o atendimento prestado pela unidade especializada, entre em contato pelos telefones: (65) 3613-1910 ou 3613-1912.
MATO GROSSO
Círculos de Paz transformam diálogo em ferramenta de acolhimento em escola de Várzea Grande
Escutar, acolher e fortalecer vínculos. É por meio dessas ações que estudantes da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho, em Várzea Grande, estão vivenciando uma experiência que vai além da sala de aula. A unidade foi escolhida para receber o projeto Raízes da Paz: Cultivando Diálogo e Fortalecendo Vidas, iniciativa do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Comarca de Várzea Grande, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).
A escola funciona como unidade piloto do projeto, que prevê encontros periódicos com estudantes, professores, servidores e famílias ao longo de 2026. A proposta é criar espaços seguros de escuta e reflexão, contribuindo para o fortalecimento das relações e para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor.
De acordo com o juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Souza Nogueira de Abreu, a iniciativa foi direcionada inicialmente para unidades escolares que enfrentam maiores desafios sociais. “O objetivo do projeto é trabalhar inicialmente com as escolas mais vulneráveis. Vamos aplicar o método que estabelecemos no CEJUSC e, após avaliar os resultados, estudar formas de ampliar, aperfeiçoar e replicar essa experiência. A ideia é humanizar e melhorar o ambiente das escolas que apresentam mais dificuldades, especialmente aquelas onde há relatos de adolescentes envolvidos em atos infracionais”, destacou o magistrado.
Desde o início do ano, a equipe do projeto realizou reuniões de planejamento, visitas técnicas, ações de sensibilização da comunidade escolar e encontros com pais e responsáveis. Em março, foram iniciados os Círculos de Construção de Paz com os estudantes do Ensino Fundamental II, conduzidos por facilitadores capacitados em Justiça Restaurativa.
Acolhimento que gera transformação
Para a diretora da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, Rosalina Marques de Almeida, o projeto tem contribuído para identificar e compreender as dificuldades enfrentadas pelos alunos, muitos deles em situação de vulnerabilidade social. “Fomos agraciados com esse trabalho voltado para nossas crianças. Temos alunos que vivem realidades muito difíceis e os círculos têm sido fundamentais porque permitem identificar suas dores e trabalhar questões sociais, psicológicas, afetivas e emocionais. Esse atendimento está ajudando as crianças, a escola e toda a comunidade”, afirmou.
Segundo a gestora, as atividades têm proporcionado um importante processo de acolhimento e fortalecimento emocional dos estudantes. “Não temos como passar pela vida dessas crianças sem oferecer acolhimento e oportunidades de transformação. É isso que estamos recebendo com esse trabalho desenvolvido na escola”, completou.
A programação prevê a realização de novos círculos ao longo do ano, sendo concluída com uma solenidade de encerramento, em novembro. A expectativa é que os resultados obtidos na unidade sirvam de base para a expansão da iniciativa para outras escolas da rede municipal.
Autor: Roberta Penha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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