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Governo de MT prorroga inscrições do edital de fomento à bacia leiteira

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), estendeu as inscrições para o edital de seleção de associações e cooperativas sem fins lucrativos (OSC), ligadas à produção da cadeia leiteira, que tenham condições financeiras de dar contrapartida de 100% na compra de novilhas Girolando ½ sangue, com gestação de embrião sexado fêmea, também Girolando. Pela proposta, a Seaf compra a novilha e a entidade participante entra com contrapartida na mesma quantidade adquirida pelo Estado. 

O envio de propostas ao edital de chamamento público pode ser feito até o dia 04 de março, pelos e-mails [email protected] ou [email protected] ou presencialmente na sede da Seaf, na rua Engenheiro Agrônomo Arnaldo Duarte Monteiro, S/N, Edifício Engenheiro José Morbeck, 2º andar, Centro Político Administrativo, Cuiabá/MT, CEP: 78049-050, de segunda à sexta-feira, das 08h às 12h e das 14h às 18h.

Chamamento público

Serão selecionadas até 20 associações ou cooperativas, todas obrigatoriamente do segmento da agricultura familiar e que, comprovadamente, desenvolvam atividades relacionadas à cadeia produtiva do leite. Conforme estabelece o edital, cada associação ou cooperativa terá que apresentar condições financeiras para adquirir no mínimo de 15 novilhas prenhas, algo em torno de R$ 270 mil.

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Para essa ação, foram destinados R$ 17,9 milhões em recursos estaduais, com o objetivo de fazer o melhoramento genético do rebanho de bovinos leiteiros do Estado por meio da compra de mil novilhas confirmadamente prenhas, com gestação entre quatro a oito meses.

A associação ou cooperativa, juntamente com a Empaer, serão as responsáveis por selecionar os produtores familiares que receberão as novilhas. A Seaf ficará responsável por coordenar, acompanhar e monitorar do projeto, com o apoio da Empaer.

No dia 10 de março serão divulgadas as propostas selecionadas.

Para outras informações: (65) 3613-6224 (setor responsável).

Fonte: GOV MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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