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“Projetos que beneficiam a população estão finalmente saindo do papel neste Governo”, destaca prefeito de Campos de Júlio

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O governador Mauro Mendes esteve, nesta sexta-feira (26.05), em Campos de Júlio (a 553 km de Cuiabá) e autorizou a celebração de convênios com a Prefeitura para asfaltar 42 km da rodovia municipal Linha Cabuçú e para manutenção do asfalto de ruas e avenidas de cinco bairros. Além disso, assinou convênio para construção de 200 casas populares no município. Os investimentos chegam a R$ 52,6 milhões em recursos do Governo de Mato Grosso e da Prefeitura de Campos de Júlio. 

O asfaltamento de 42 km da Linha Cabuçú terá investimento total de R$ 42,1 milhões, sendo R$ 21 milhões do Governo do Estado. Já a manutenção de 370 m² de asfalto de ruas e avenidas nos bairros Jardim das Palmeiras, Bom Jardim, Centro, Renascer e Vila Nova, receberão recursos são na ordem de R$ 7,5 milhões, sendo R$ 3,5 milhões do Governo do Estado e o restante do município.

O prefeito de Campos de Júlio, Irineu Parmeggiani, destacou que o convênio para a construção das 200 casas populares teve parceria do município, que doou o terreno. O investimento do Estado nas obras será de R$ 3 milhões.

“Esse é um grande dia para toda a população que há muitos anos não recebia um governador na nossa cidade. Campos de Júlio já recebeu muitos investimentos do Governo do Estado e continua recebendo muito mais. A população foi muito bem agraciada, pois além desses assinados hoje, nós temos vários outros convênios, projetos que finalmente estão saindo do papel com este governo. As casas populares são um grande avanço e vão beneficiar muitas famílias”, afirmou ele.

Conforme destacou o governador Mauro Mendes, Campos de Júlio é uma cidade organizada em uma região altamente produtiva e tem grandes perspectivas. “Não tenho dúvida nenhuma que vai ganhar cada dia mais qualidade de vida com todas essas obras”. 

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“A melhoria da infraestrutura nessa região vai diminuir o custo da produção, vai melhorar a qualidade de ir e vir das pessoas, que aqui trabalham e moram e enfrentam poeira e lama. Com essas parcerias que estamos fazendo com as prefeituras, produtoras e associações, muita coisa está melhorando e vai agregar mais valor à economia e à produção do Estado, isso traz muita coisa boa no presente e futuro de todos os mato-grossenses”, destacou o governador.

O deputado federal Dr. Leonardo pontuou a quantidade de investimentos do Governo na Região Oeste. “Foram muitos investimentos nos últimos anos, graças a competência, bom trabalho e dedicação do governador Mauro Mendes a este Estado. Nós acreditamos no seu trabalho e na sua seriedade, e o resultado está aí, entregas, entregas, trabalho e trabalho. Os cidadãos dessa região lhe agradecem. Parabéns pelos grandes investimentos”, disse.

O senador Fábio Garcia também ressaltou as melhorias do Estado nos últimos três anos. “O governador Mauro Mendes pegou um Estado praticamente quebrado, que não tinha dinheiro para fazer investimentos. Hoje, Mato Grosso é o Estado que mais investe em todo o País. Foi uma mudança muito grande, graças a esse governo sério, responsável e que administra bem o dinheiro público, devolvendo ao cidadão obras e melhor qualidade de vida”.

Também estiveram presentes o senador Wellington Fagundes, os deputados estaduais Dr. Gimenez e Valmir Moretto, os secretários de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, e de Comunicação, Laice Souza, presidente da MT Par, Wener Santos, o vice-prefeito do município, Roberto Dutra, o presidente da Câmara dos Vereadores, Renê Souza, a primeira-dama Marla Parmeggiani.

Mais investimentos

O município de Campos de Júlio (565 km de Cuiabá), na Região Oeste do Estado, já recebeu mais de R$ 103,1 milhões em investimentos do Governo de Mato Grosso, entre obras e ações realizadas desde o início da gestão.

Só de investimentos para a melhoria da infraestrutura da região são R$ 97,5 milhões, dos quais R$ 44 milhões foram empregados para a execução de 50,8 quilômetros de asfaltamento da MT-388, que liga o município à Nova Lacerda e à usina Alcomat.

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Outra parte do montante é usada para a manutenção e recuperação de rodovias não asfaltadas, executada por meio de convênio com a Prefeitura de Campos de Júlio.

Educação 

Uma das prioridades do Governo, a Educação também recebeu R$ 1,5 milhão para reforma e ampliação da Escola Estadual Angelina Franciscon Mazutti – obra que será executada pela prefeitura. Já outros R$ 200 mil foram repassados para que os professores da rede estadual comprassem computadores para as aulas online durante a pandemia da covid-19, bem como para ajuda de custo para a contratação de serviço de internet. O valor ainda inclui entregas de mobiliários e aparelhos de ar condicionado.

Outros investimentos

Atento às necessidades da população e, diante da dificuldade econômica provocada pela crise sanitária, o Governo de Mato Grosso também já entregou mais de 3,2 mil cestas básicas para atender às famílias de Campos de Júlio.

Por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), ainda foram distribuídos cobertores e mais de 1 mil filtros de barro, a fim de garantir que a população mais vulnerável tenha acesso à água filtrada. Também foi feita transferência de renda, por meio dos programas assistenciais do governo, para mais de 112 famílias de baixa renda do município.

O Governo ainda destinou R$ 80 mil para eventos culturais no município e autorizou empréstimo de R$ 20 mil para o comércio local. Também foi entregue uma caminhonete nova, ao custo de R$ 231 mil, para as atividades de fiscalização do Indea no município.

Fonte: GOV MT

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Vicaricídio passa a ter punição específica e muda resposta da Justiça à violência contra mulheres

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O ordenamento jurídico brasileiro passou a reconhecer o vicaricídio como crime autônomo em abril deste ano. A Lei nº 15.384/2026 incluiu no Código Penal o homicídio praticado contra filhos, familiares ou pessoas com quem a mulher mantém vínculo afetivo ou de cuidado quando o objetivo do agressor é atingi-la psicologicamente. A conduta passou a integrar o rol dos crimes hediondos e fortaleceu os instrumentos de enfrentamento à violência de gênero.

A pena prevista é de 20 a 40 anos de reclusão, podendo ser aumentada de um terço até a metade quando o crime é cometido na presença da mulher que se pretende atingir, contra criança, adolescente, pessoa idosa ou com deficiência, ou ainda em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Além de criar um tipo penal, a lei alterou o Artigo 7º da Lei Maria da Penha ao incluir a violência vicária como forma de violência doméstica e familiar. Com isso, a ameaça ou a violência praticada contra filhos, familiares, enteados ou pessoas da rede de apoio da vítima passa a ser considerada na avaliação do risco para concessão de medidas protetivas de urgência.

Caso em MT evidencia a importância da nova legislação

Embora o crime de vicaricídio tenha sido tipificado apenas este ano, situações com essas características acontecem rotineiramente, como no caso do homem de 21 anos que matou o filho de dois anos asfixiado. O crime ocorreu em Sorriso (244 km de Cuiabá), em janeiro deste ano.

Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o crime foi premeditado e motivado pelo inconformismo do investigado com o término da relação e com o fato de a mulher ter iniciado um novo relacionamento. O caso tramita na Justiça e ainda aguarda julgamento.

Embora não possa ser julgado com base na Lei nº 15.384/2026, por ter ocorrido antes de sua vigência, o caso exemplifica uma das formas mais extremas da violência vicária e ilustra o contexto que levou à criação do crime de vicaricídio.

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Reconhecimento do crime

Para a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, a principal inovação é o reconhecimento da finalidade do crime. “Agora temos no ordenamento jurídico o reconhecimento de que matar um descendente, um ascendente, um enteado ou qualquer pessoa do convívio da mulher para atingi-la emocionalmente possui uma finalidade específica. Não é apenas um homicídio comum ou qualificado. Temos uma tipificação própria, com pena de 20 a 40 anos, assim como ocorre com o feminicídio”.

De acordo com a magistrada, a tipificação específica confere maior visibilidade a essa forma extrema de violência, facilita a produção de estatísticas e contribui para o aperfeiçoamento das políticas públicas de prevenção. “Quando um crime é tipificado, conseguimos produzir dados, compreender melhor o comportamento do agressor e desenvolver estratégias preventivas mais eficientes”.

Violência que utiliza pessoas próximas como instrumento

O vicaricídio está inserido no contexto da violência vicária, caracterizada pela utilização de filhos, familiares ou pessoas próximas como instrumento para controlar, intimidar ou provocar sofrimento emocional à mulher.

Para a juíza, o reconhecimento da violência vicária na Lei Maria da Penha facilita a identificação de situações de alto risco pelos profissionais que atuam na rede de proteção. “Quando o agressor passa a ameaçar ou agredir filhos, familiares ou pessoas da rede de apoio para intimidar ou exercer controle sobre a mulher, conseguimos identificar com mais facilidade que ela está em situação de risco”.

Na prática, a alteração amplia a atuação da Polícia Civil, do Ministério Público, do Poder Judiciário e das equipes multidisciplinares, que passam a considerar essas condutas na avaliação do risco.

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Antes da mudança legislativa, a concessão de medidas protetivas era mais difícil quando a violência não atingia diretamente a mulher. “Agora, se o agressor atinge um filho ou outra pessoa próxima para causar medo, sofrimento psicológico ou exercer controle sobre a mulher, essa circunstância pode fundamentar a concessão de medidas protetivas.”

Proteção e prevenção

No Poder Judiciário de Mato Grosso, o enfrentamento à violência doméstica envolve atuação integrada entre magistrados, servidores, equipes multidisciplinares e instituições da rede de proteção.

Além da análise dos processos e da concessão de medidas protetivas de urgência, as Varas Especializadas identificam situações de risco, encaminham vítimas aos serviços especializados e adotam providências para interromper a escalada da violência.

Com a criação do crime de vicaricídio e o reconhecimento da violência vicária na Lei Maria da Penha, o sistema de Justiça passa a contar com instrumentos mais precisos para identificar esse padrão de violência e agir preventivamente.

Para a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, a principal mudança prática é a ampliação da fundamentação jurídica para concessão de medidas protetivas. “A lei amplia nossa possibilidade de atuação porque permite conceder medidas protetivas quando houver risco não apenas para a mulher, mas também para filhos, familiares ou pessoas próximas utilizados pelo agressor como forma de intimidação”.

A magistrada ressalta que a nova tipificação também fortalece a formulação de políticas públicas. “Quando conseguimos identificar um crime específico, podemos mensurar melhor sua incidência, compreender o perfil do agressor e desenvolver estratégias para evitar que essa violência aconteça”.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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