MATO GROSSO
Governo injeta R$ 155 milhões para a retomada do turismo em MT
MATO GROSSO
Os investimentos de R$ 155 milhões do Governo do Estado, para a retomada do turismo em Mato Grosso, foram destaque na abertura do Fórum Internacional do Turismo do Pantanal 2022 (Fit Pantanal). Realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), o evento é realizado nesta segunda-feira (06.06), no Centro de Eventos do Pantanal, na Capital.
Representante do governo estadual, o secretário-chefe da Casa Civil, Rogério Gallo, e o secretário adjunto de Estado de Turismo, Jefferson Preza Moreno, apresentaram os principais investimentos feitos pelo governo em diversas áreas do turismo mato-grossense, do ecoturismo ao turismo-aventura, especialmente em obras de infraestrutura como a construção e reforma de pontos turísticos como orlas, entre outros espaços públicos.
Rogério Gallo ressaltou a importância de destinar recursos à retomada de eventos para fomentar a economia local e, principalmente, atrair os turistas para MT. “O Governo do Estado está investindo em pontos turísticos, através de obras em infraestrutura como pavimentação de rodovias e construção de pontos turísticos (orlas) nos municípios de Barra do Garças, Cáceres, São Félix do Araguaia, Jaciara e região do Araguaia. Projetos como estes fomentam o turismo, geram emprego, renda e valorizam o patrimônio histórico e a cultural mato-grossense”, destacou Gallo.
Representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, o secretário- adjunto de Turismo (Seatur), Jefferson Moreno, relembrou a difícil realidade do turismo brasileiro nos últimos dois anos, por causa da pandemia da Covid- 19. Disse que o governador Mauro Mendes não poupa esforços e recursos para alavancar o turismo.
“O turismo sofreu muito com a pandemia, os eventos foram cancelados e tivemos que esperar. Agora, é hora de correr atrás deste tempo perdido. É isso que o Governo do Estado vem fazendo, destinando recursos para os pontos turísticos, substituindo pontes de madeira por pontes de concreto, investindo em orlas, fazendo capacitações, concedendo incentivos financeiros, tudo para alavancar o setor de forma sustentável “, ressaltou o secretário.
A equipe da Sedec, por meio da Desenvolve MT, também participa do evento, com um balcão de negócios e serviços. No local, os visitantes conhecem as linhas de crédito do Desenvolve Turismo, voltadas para o fomento e desenvolvimento do setor.
A FIT Pantanal 2022 é promovida em parceria com a Associação da Região Turística Metropolitana Cuiabá Várzea Grande (Astur-MT) e organizada pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Mato Grosso (SHRBS-MT) e outros parceiros.
No período da tarde, os convidados participaram de um debate sobre novas alternativas para fortalecer o turismo em Mato Grosso, beneficiado por três biomas – Amazônia, Cerrado e Pantanal -, além de ações práticas a serem adotadas para a conservação ambiental.
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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