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IPPA/CEPEA: Apesar de recuo no 2º trimestre, IPPA apresenta estabilidade no balanço do 1º semestre
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Cepea, 20/07/2022 – O IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) recuou 3,9% no segundo trimestre de 2022 frente ao trimestre anterior, em termos reais, segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Esse resultado esteve atrelado às quedas observadas para os Índices formados por grãos, hortifrutícolas e cana e café, tendo em vista que o IPPA-Pecuária/Cepea avançou na comparação do segundo trimestre deste ano frente ao trimestre anterior.
Dados do Cepea mostram que o IPPA-Grãos/Cepea recuou expressivos 6,4% entre o primeiro e segundo trimestres de 2022, influenciado sobretudo pela desvalorização do milho. No caso do IPPA-Hortifrutícolas/Cepea, a queda foi de 4,4%, com reduções sendo observadas para os preços do tomate, banana, laranja e uva. Quanto ao IPPA-Cana e Café/Cepea, a diminuição foi de 5,6%, sendo relacionada à desvalorização do café, uma vez que o preço da cana ficou praticamente estável nesse período.
Já no caso do IPPA-Pecuária/Cepea, foi observado avanço de 1,2% entre o primeiro e segundo trimestres de 2022, movimento que foi sustentado pelas valorizações do frango, do suíno, do leite e dos ovos.
1º SEMESTRE – No balanço do primeiro semestre deste ano, o IPPA/Cepea permaneceu praticamente estável em comparação ao mesmo período de 2021, com um modesto avanço de 0,3%. Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado esteve atrelado ao contrabalanceamento das variações dos Índices de grupos de alimentos nesse período.
Enquanto os grupos formados por grãos e pecuária tiveram quedas reais de 3% e de 5,3%, respectivamente, os de hortifrutícolas e de cana-café subiram expressivos 10,1% e 27,7%, nesta ordem.
A pressão sobre o IPPA-Grãos/Cepea no primeiro semestre de 2022 veio das desvalorizações do arroz, do milho e da soja e, no caso do IPPA-Pecuária/Cepea, das quedas nos preços do boi gordo e do suíno. Já para o IPPA- Hortifrutícolas/Cepea, o impulso veio das elevações nos valores do tomate, banana e uva e, para IPPA-Cana e Café/Cepea, foram fortes os avanços observados nos preços nos dois produtos que compõem o Índice.
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o IPPA/Cepea aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e a pesquisadora Nicole Rennó: [email protected]
Fonte: CEPEA
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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil
O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.
O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.
Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.
Predomínio do açúcar VHP nas exportações
A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.
Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.
A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.
Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual
Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.
A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.
Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.
Preço médio do açúcar recua no mercado externo
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.
O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.
O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

